Local que iria celebrar casamento Gay é incendiado no RS

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Local que iria celebrar casamento Gay é incendiado no RS
Local que iria celebrar casamento Gay é incendiado no RS

Local que iria celebrar casamento Gay é incendiado no RS – O local onde seria realizado um casamento coletivo com a participação de um – casal homoafetivo / casamento Gay – no centro de tradições gaúchas (CTG) Sentinelas do Planalto,foi incendiado na madrugada desta quinta-feira, em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

O Corpo de Bombeiros recebeu a chamada logo depois da 0h, e o caso está sendo investigado pela polícia civil, uma vez que os administradores do CTG, tinham recebido ameaças por conta do casamento que seria realizado no dia 13, sábado.

De acordo com amigos, o patrão do CTG (como é chamado o administrador) Xepa Gisler estava inconsolável com o incêdio, já que tinha acabado de conseguir as licenças do Corpo de Bombeiros, após fazer uma nova instalação elétrica. A suspeita é de que o incêndio tenha sido criminoso por conta do casamento. Outros casais homoafetivos que participariam da cerimônia cancelaram a participação por causa da repercussão que o caso teve.

Os CTGs no Rio Grande do Sul são conhecidos como locais de celebração da cultura gaúcha, onde tradicionalistas costumam se reunir.

CTG no Rio Grande do Sul
CTG no Rio Grande do Sul

Entretanto, a realização de um casamento homoafetivo no local foi visto como algo demasiadamente progressivo por alguns setores do movimento, gerando protestos e críticas.

Em texto divulgado na página do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) no final de julho, quando a Justiça gaúcha divulgou a realização do casamento, o presidente da entidade, Manoelito Savariz, publicou um texto no qual afirmava que o “casamento entre pessoas do mesmo sexo virou moda e parece a coisa mais natural. Se alguém expressa contrariedade com todas essas coisas, é imediatamente taxado de retrógrado, preconceituoso, estúpido, e assim vai. Parece que o correto é aceitar tudo e de qualquer jeito”, escreveu, para em seguida completar que ficam meio a este turbilhão a “maioria de tradicionalistas que entendem ser errado alterar tão rapidamente e tão profundamente os conceitos tradicionais, como família, casamento e respeito”.

Savariz afirmou ainda que quando surgiu a polêmica em torno de um casamento homoafetivo dentro de um CTG a cerimônia ainda não estava marcada, que não tratava-se de um CTG filiado ao MTG e que não era um assunto de interesse cultural.

“Então, por que a mídia colocou o MTG e seus dirigentes no centro da polêmica? Por que tanto interesse em saber ou descobrir o que pensam os tradicionalistas a respeito do casamento gay? Qual o interesse em caracterizar que a novidade e o ineditismo estão no fato do tal casamento ser realizado no interior de um CTG?”, indagou.

Para alguns tradicionalistas, segundo Savariz, trata-se de um movimento orquestrado de desmoralização do tradicionalismo, ou oportunismo. “Há ainda os que veem nisso tudo um sinal de que o ‘mundo está perdido’”.

Ele afirma que não pretende encontrar respostas para seus questionamentos, mas orienta os tradicionalistas a se absterem das críticas, mas completa que “no interior dos galpões e nos ambientes em que se realizam as atividades tradicionalistas, cada um procure se portar segundo o seu gênero, ou seja, os homens tenham posturas masculinas e as mulheres posturas do sexo feminino, tudo segundo a tradição”.

Informações: Conteúdo Portal Terra / Daniel Favero

2 COMENTÁRIOS

  1. Savarz tem razão. Foi oportunismo. E também burrice de engolir esta isca tão mal disfarçada. Se a sede do MTG estiver cercada de câmeras e jornalistas e um travesti entrar e circular por lá, no máximovai dar notícia regional. Agora se o travesti for agredido, e quanto mais agredido pior, é certo que vai pras manchets nacionais e vai render mat´ria pruns quantos dias. Faltou competência da direção do MTG, que se escondeu e se omitiu, para não deixar os tradicionalistas Livramento engolirem a isca tão depressa e dar tanto pano pra manga.

  2. É claro que,apesar de ser contra este tipo de casamento,sou contra a violencia.Respeito a opção sexual de cada um,porem ,se querem casar que seja em lugares definidamente deles,isto evitaria este lamentável episódio.

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