Adolescente desaparece durante batismo em rio no RS

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Adolescente desaparece durante batismo em rio no RS
Adolescente desaparece durante batismo em rio no RS

Adolescente desaparece durante batismo em rio no RS. O adolescente de 15 anos Rafael Carvalho que participava de uma cerimônia de batismo no rio Jacuí em Santa Maria (RS), está desaparecido desde sexta-feira quando . 

Rafael Carvalho estava com integrantes da Igreja Evangélica Nosso Senhor Jesus Cristo do município de Agudo.

Segundo testemunhas, o rapaz desapareceu no momento em que o missionário baixou o adolescente na água. Em virtude da forte correnteza, o jovem teria sido levado pelo rio.

durante uma cerimônia de batismo realizada às margens do Rio Jacuí, na localidade de Vila Rosa, no interior de Restinga Seca. Por volta das  16h, ele foi levado pela correnteza do rio.

Conforme os bombeiros, o ponto é impróprio para banho e, devido às chuvas dos últimos dias, o rio ficou cheio, o que deixou a correnteza ainda mais forte no local.

O pai dele diz que ele não queria ser batizado ,

Mergulhadores do Corpo de Bombeiros realizam buscas. Segundo o tenente Gabriel, que coordena os trabalhos, a correnteza continua forte no local.

O comandante dos bombeiros da região conta com a ajuda de três mergulhadores de Santa Maria.

Por volta das 9h30min, cerca de 20 pessoas – entre parentes e vizinhos – esperavam o recomeço das buscas pelo menino. De acordo com os bombeiros de Restinga Seca, a operação deve se estender até a noite (21) , caso Rafael não seja encontrado.

Ildemar Carvalho, pai do adolescente Rafael, 15 anos, que desapareceu na tarde de sexta-feira no Jacuí,  disse que seus dois filhos estavam sozinhos em casa quando um missionário conhecido da família, mas sem autorização da igreja, apareceu para levá-los ao batismo no rio. A filha mais velha, Andreza, 20 anos, teria dito que o irmão relutou em acompanhar o missionário, por não se considerar pronto para ser batizado.

— A menina falou: “O meu irmão não quer ir, disse que não está preparado”. Depois me ligaram avisando que deu tragédia no rio, que era para eu ir logo. Tentei ligar para a minha mulher, mas ela tinha deixado o telefone em casa. Tentei ligar para o Rafael, e não chamou. Liguei para a Andreza, e ela atendeu chorando — conta Ildemar, recordando ter montado à motocicleta ainda sem saber quem havia caído no Jacuí.

Ao rio, teriam ido Rafael e Andreza sua irmã , uma cunhada de Ildemar com os dois filhos, mais o missionário e a esposa. Segundo Ildemar, é praxe que os batismos da igreja Casa do Senhor, frequentada pela família, sejam realizados pelo pastor em uma piscina térmica na cidade vizinha de Agudo. O missionário não teria recebido autorização da igreja para ministrar a cerimônia.

— Para dizer bem a verdade, ele era um dos melhores amigos do menino . Estava ensinando o Rafael a tocar violão, tinha muito carinho por ele. Todas as terças, faziam encontros aqui em casa. Para nós, ele era um herói. — relata Ildemar.

Enquanto uma equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Santa Maria chegava para auxiliar nas buscas, Ildemar recomendava ao missionário que não se juntasse ao povo reunido à margem da água.

— A população poderia fazer alguma coisa… Minha mulher também está muito revoltada com ele. Mas não adianta querer fazer mal para os outros. Não descumpre o mal que aconteceu com o meu filho.

Ildemar fala do filho em tempo passado porque a família está desesperançada. Rafael teria caído em um local muito fundo do rio.

— Ele estava faceiro porque, neste ano, iria passar a oitava série e vir para o segundo grau aqui em Restinga. Queria entrar no meu ramo, de pedreiro, carpinteiro e pintor. Estava tentando trabalhar comigo, inclusive no trabalho de coveiro de cemitério. Nisso ele me ajudou na semana passada.

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