Marina Silva pode ser eleita com voto evangélico em segundo turno

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Marina Silva pode ser eleita com voto evangélico em segundo turno
Marina Silva pode ser eleita com voto evangélico em segundo turno

Marina Silva pode ser eleita com voto evangélico em segundo turno – A candidata Marina Silva (PSB) na disputa à presidência da República, encostou na presidenta Dilma Rousseff (PT), e pode se eleger com o  voto evangélico.

Na última pesquisa divulgada pelo Ibope, na terça-feira do dia 26, de acordo com o levantamento, a presidente Dilma Rousseff (PT) seria derrotada por Marina por 45% a 36% em um eventual segundo turno entre as candidatas. Nesse cenário, o voto decisivo para permitir a Marina subir a rampa do Planalto seria o dos eleitores evangélicos.

Ainda segundo a pesquisa, há empate técnico entre Marina e Dilma entre os católicos: 42% a 40%, respectivamente, na simulação de segundo turno. A diferença de dois pontos porcentuais está dentro da margem de erro. Ou seja, apesar de serem o maior contingente do eleitorado (63%), os católicos teriam impacto quase insignificante no resultado da eleição, pois dilmistas católicos anulariam marinistas da mesma fé.

O voto decisivo seria dos evangélicos. Com 22% do eleitorado, eles têm praticamente o dobro de preferência por Marina. Na média, 53% dos eleitores pentecostais, de missão e de outras denominações evangélicas declaram voto na candidata do PSB, ante apenas 27% que dizem preferir a atual presidente. Os 15% de eleitores que não são católicos nem evangélicos (ateus, agnósticos, outras religiões) também pendem mais para o lado de Marina. Mas, além de terem um peso menor, a distância que separa Dilma da sua principal adversária é menor entre eles: 27% a 45%. É um grupo heterogêneo e, entre eles, não há líderes com a influência de pastores e bispos entre os evangélicos.

Não é novidade a preferência do eleitorado evangélico por Marina. Na corrida eleitoral de 2010, Dilma enfrentou resistência entre o segmento evangélico em decorrência de controvérsias sobre sua posição em relação à legalização do aborto. Na ocasião, a maior parte dos eleitores que abandonaram Dilma no primeiro turno migrou para Marina, dobrando seu eleitorado na reta final. A petista só conseguiu o apoio de grande parte dos líderes religiosos após fechar um acordo em que se comprometia a não trabalhar pessoalmente no avanço de temas como aborto e casamento gay, que ficariam a cargo do Congresso.

O eleitor evangélico sempre desconfiou da presidente. Em maio, uma nova onda tomou a internet quando o governo Dilma regulamentou a execução de abortos autorizados pela lei (casos de estupro, por exemplo) na rede de hospitais públicos do SUS. A reação foi tão grande que o governo voltou atrás. A intenção de voto em Dilma entre os evangélicos cai desde então. Era 39% em maio, é 27% agora. Entre os católicos, no mesmo período, a intenção de voto na presidente oscilou muito menos, de 42% para 39%.

Já a entrada de Marina na corrida eleitoral provocou uma revolução no eleitorado evangélico. No começo de agosto, Eduardo Campos, então candidato do PSB, tinha 8% de intenções de voto entre eleitores dessa fé – a mesma taxa do Pastor Everaldo (PSC). Marina já entrou com 37%, abrindo uma vantagem de 10 pontos sobre Dilma. O impacto foi tão grande que pulverizou as intenções de voto no até então mais notável candidato evangélico. O pastor caiu de 3% para 1% no eleitorado total, e de 8% para 3% entre evangélicos. Everaldo é líder religioso e tem o apoio de outros pastores, como Silas Malafaia.

Em nenhum outro segmento do eleitorado Marina tem uma vantagem tão grande sobre Dilma do que entre os evangélicos. Nem entre os jovens, nem no Sudeste, nem entre os mais escolarizados, nem entre os mais ricos. Isso não significa que a maioria dos eleitores de Marina seja evangélica – tem 56% de católicos. Mas Marina está abaixo da média nesse segmento, e fica sete pontos acima entre os evangélicos.

A candidata do PSB trocou a Igreja Católica pela Assembleia de Deus em 1997. Ela costuma evitar a mistura religião e política no seu discurso, mas às vezes derrapa. Questionada no Jornal Nacional sobre seu fraco desempenho eleitoral no Estado de origem, o Acre, Marina disse: “Ninguém é profeta em sua própria terra”, frase atribuída a Jesus na Bíblia.

Informações: Veja

3 COMENTÁRIOS

  1. IBOPE REVELA A
    NOVA SANTA
    BRASILEIRA:
    MARINA, PADROEIRA
    DOS
    MANIPULADORES
    não sejas como o
    cavalo ou a
    mula,sem
    entendimento,os
    quais com freios e
    cabrestos são
    dominados,OBS:vc
    evangelico não se
    deixe que a sua
    vida,seu voto,seja
    manipulada por falso
    lideres religioso com
    interesse proprio

  2. Realmente não acredito e, nenhum desses candidatos… nenhum… Nós brasileiros estamos precisando de UM EUROPEU para governar esse BRASIL… Brasil sem jeito… nós brasileiros vivemos como se estivessemos nos poro~es de um navio a deriva sem nenhuma infra estrutura…. Agora eles os candidatos pintam im Brasil que não existe,,,,, Sem saco para esse brasil….

  3. Li essa reportagem e concordo inteiramente com o redator, uma vez que Marina se torna candidata que conquista por não desprezar projetos que, por exemplo, FHC implantou. No entanto, o PT não tem a mesma coragem, pois os projetos sociais que a esposa de Mario Covas criou e FHC implantou é uma infâmia o PT dizer que Lula ou Dilma tenham criado algum, apenas criaram a cor do site diferente, e algumas mudanças de títulos. Não é de se admirar que a população esteja cansada desses partidos que se levantam apenas para perseguir com frases feitas das quais o povo quer se livrar. Estamos em novo tempo, e por isso, tem-se também uma nova visão de fazer política, aproveitar o que deu certo, mudar e renovar, sem tirar a solidariedade e o voluntário como braço direito de qualquer governo. Marina conta muitas pessoas que acreditam nas suas propostas.

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