Igrejas Evangélicas serão investigadas por lavagem de dinheiro pelo MP

Igrejas Evangélicas serão investigadas por lavagem de dinheiro pelo MP
Igrejas Evangélicas serão investigadas por lavagem de dinheiro pelo MP

Igrejas Evangélicas serão investigadas por lavagem de dinheiro pelo MP. Igrejas evangélicas que, além de tentar levar fiéis ao paraíso celeste, também operam ações para levar doleiros a paraísos fiscais.

Ministérios Públicos investigam esses templos usados para lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e sonegação fiscal.
O artigo 150 da Constituição federal estabelece imunidade fiscal a templos de qualquer culto. União, Estados, Distrito Federal e municípios não podem, pois, cobrar tributos sobre o patrimônio, renda e serviços das igrejas.

Essa condição tornou-se um expediente eficaz para igrejas abrigarem recursos de procedência criminosa, sonegar impostos e dissimular enriquecimento ilícito. “É impossível auditar as doações dos fiéis. E isso é ideal para quem precisa camuflar o aumento da sua renda, escapar da tributação e lavar dinheiro do crime organizado”, disse o desembargador fiscal Fausto Martin ao repórter André Guilherme Vieira, do jornal Valor Econômico.

O procurador da República em São Paulo, Sílvio Luis Martins de Oliveira, assinalou que é preciso refinar a fiscalização sobre atividades financeiras de entidades religiosas. “Eu acho que se a igreja cumpre um papel social, tudo bem quanto ao tratamento fiscal diferenciado. Mas quando começa a virar empresa de telecomunicações, fazer doações a políticos, aí é preciso refrear”, definiu.

A bancada evangélica, que soma 73 parlamentares eleitos em 2010, defende a manutenção da isenção fiscal a entidades religiosas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, o Brasil tem 55.166 organizações religiosas em atividade em 2014. Elas crescem ano a ano: eram 46.010 em 2012 e passaram para 54.402 em 2013.

Informações:  ALC

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