Padre é preso suspeito de abuso sexual e aliciamento em Araguari (MG)

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Padre é preso suspeito de abuso sexual e aliciamento em Araguari (MG)
Padre é preso suspeito de abuso sexual e aliciamento em Araguari (MG)

Padre é preso suspeito de abuso sexual e aliciamento em Araguari (MG). Um padre de 48 anos foi preso na noite desta sexta-feira (21) em Araguari, no Triângulo Mineiro, após um garoto de 12 anos o denunciar por tentativa de abuso sexual.

O padre, que atua na paróquia de São Judas Tadeu, teria oferecido R$ 20 para fazer sexo oral no garoto. Revoltada, a mãe da criança invadiu a casa do suspeito e o agrediu.

Conforme as informações da Polícia Militar (PM), o caso foi registrado por volta das 21h30, na rua Sebastião Vogado, no bairro Goiás. A mãe da criança procurou a polícia relatando que o filho passava pela rua no caminho de casa e, quando passou em frente à casa do pároco, foi abordado.

Conforme foi contado pela criança aos policiais, o padre teria dito “quer R$ 20 para eu te chupar?”. Assustado, o garoto saiu correndo e, assim que chegou em casa, contou o que houve para a sua mãe.

Conduzido para a delegacia, o padre alegou já ter visto a vítima, mas apenas passando na porta da sua casa, negando qualquer oferta de dinheiro por sexo. O padre foi preso em flagrante por abuso e encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia.

De acordo com um morador do bairro de 28 anos, que preferiu não ser identificado, ele sempre cumprimentava o padre ao passar na porta de sua casa. “Sempre foi uma pessoa muito educada. Mas aí, nesta sexta, saí com minha esposa para dar uma volta e vimos uma confusão na casa. Quando aproximei vi a mãe da criança batendo no padre lá dentro. Aí chamaram a polícia, que evitou dele ser linchado”, lembrou o morador.

Ainda segundo o morador, esta não é a primeira denúncia contra o pároco. “Tem uma outra criança, de um prédio próximo da casa dele, que disse que ele já passou a mão nele. Mas hoje este é o assunto do bairro, ninguém esperava que teria um pedófilo aqui, ainda mais um padre”, afirmou.

Já segundo um adolescente de 15 anos, também morador do bairro, ninguém imaginava isso. “Ia na missa dele, era normal, boa. De repente a gente fica sabendo de uma coisa dessa. Eu não vi, mas diz a minha mãe que foi a maior confusão, no meio da rua”, disse.

Diocese se pronuncia:

A Diocese de Uberlândia emitiu uma nota neste sábado (22) tratando sobre a denúncia contra o padre. Conforme o bispo Dom Paulo Francisco Machado, o padre foi imediatamente afastado do cargo. Veja o texto na íntegra:

“A Diocese de Uberlândia, na pessoa do seu Bispo Diocesano, Dom Paulo Francisco Machado, vem apresentar nota ao público em geral, com relação aos fatos envolvendo a prisão do Padre José Maria Pinheiro, na cidade de Araguari, nesta Diocese, e que tomou as devidas providencias determinadas pelas leis da Igreja Católica, afastando-o de imediato das suas funções sacerdotais.

A Igreja, Mãe e Mestra, não pode aceitar qualquer tipo de comportamento contrário aos princípios da moral e ética cristãs destinados ao reto modo de viver de todos os seus filhos e filhas, chamados a um contínuo processo de conversão de todo tipo de pecado.

Declaramos ainda que a Igreja não é responsável por atos particulares de seus membros. Reitera que aquele que infringir a Lei Moral e Cível, sendo maior de idade, é que deve assumir integralmente todas as conseqüências legais de suas ações perante as leis do Estado Brasileiro e da Igreja Católica. Ao clérigo culpado, e tão somente a ele, deve ser imputado o comportamento reprovável que viola não somente o Direito Penal Brasileiro, mas também as leis Eclesiásticas.

Nesse sentido, a Igreja se colocará à disposição da justiça no intuito de esclarecimento de todos os fatos. Ressalta que tomará rigorosamente todas as providências exigidas pela lei canônica e civil para apurar os fatos e se houver culpa, punir o responsável.

Temos consciência de que ao pecador acenamos com o caminho da conversão para acolher o perdão divino. Para o enfermo – não conhecemos os mistérios que cercam tais comportamentos – desejamos oferecer o remédio, mas para o delito almejamos a punição e que seja feita justiça.

Como Pastor de toda a Diocese de Uberlândia, com o coração profundamente ferido, quero dar-lhe voz para suplicar o perdão.

Dom Paulo Francisco Machado”

Com informações: O Tempo

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