Igreja Cristã Maranata tem intervenção suspensa pela justiça

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Igreja Cristã Maranata tem intervenção suspensa pela justiça
Igreja Cristã Maranata tem intervenção suspensa pela justiça

Igreja Cristã Maranata tem intervenção suspensa pela justiça.

A justiça suspendeu a intervenção na Igreja Cristã Maranata (ICM), na tarde desta terça-feira (2). A decisão é do desembargador José Luiz Barreto Vivas. A partir da suspensão, a administração da igreja volta a ser feita pelo Conselho Presbiteral e pelos antigos diretores, com exceção dos que foram denunciados ou respondem a processo criminal pelo desvio de dízimo.

O pastor Josias Rocha, responsável pela comunicação da ICM, informou que a instituição tomou conhecimento da decisão extraoficialmente e aguarda uma orientação da diretoria para divulgar o posicionamento da igreja.

A primeira intervenção foi feita em abril, quando a justiça apontou o coronel aposentado Julio Cezar Costa para assumir a administração da igreja. O interventor foi destituído do cargo em junho, após o Ministério Público Estadual (MPES) constatar uma íntima ligação do coronel com os diretores denunciados. O segundo interventor, Antônio Barroso Ribeiro,  havia feito parte da Igreja Maranata, mas já estava fora há mais de 10 anos, segundo o MPES.

Segundo informações do Jornal A Gazeta, a decisão acata, em parte, um mandado de segurança apresentado por pastores da igreja. A liminar concedida suspende a intervenção, solicitada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), até que o mérito do caso possa ser julgado.
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Prisões
Dez integrantes da Igreja Cristã Maranata (ICM) foram presos no dia 24 de junho, entre eles o fundador, pastor Gedelti Gueiros. Segundo o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MP-ES), os membros continuavam participando da administração e praticando crimes como estelionato de forma indireta.

Em maio, dezenove membros da Igreja Cristã Maranata, incluindo pastores, foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MP-ES) pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e duplicata simulada. Eles teriam praticado desvio de dízimo da igreja, envolvendo uma movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, segundo o próprio MPES. Antes, em março, Gedelti e outros três membros da ICM haviam sido presos por coagir testemunhas do inquérito que investiga a igreja.

Informações: G1

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