Pastor Marco Feliciano critica a mídia por apelidar projeto PDC 234/11 de “Cura Gay”

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Pastor Marco Feliciano critica a mídia por apelidar projeto PDC 234/11 de "Cura Gay"
Pastor Marco Feliciano critica a mídia por apelidar projeto PDC 234/11 de “Cura Gay”

Pastor Marco Feliciano critica a mídia por apelidar projeto PDC 234/11 de “Cura Gay”.Para esclarecer o PDC 234/11 o Deputado e Pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias gravou um vídeo explicativo. O esforço é para desmentir a farsa da mídia tendenciosa que batizou o projeto de “Cura Gay” levando milhares de pessoas a desinformação e preconceito.

Para o pastor Marco Feliciano, a imprensa e o movimento LGBT distorcem a realidade para prejudicá-lo, movidos por um “preconceito religioso”. “Na verdade não tem nada de cura gay. Isso é uma mentira forjada por boa parte da imprensa e por ativistas. Isso é uma desonestidade intelectual”, afirmou.

Marco Feliciano se exaltou quando comparou a “maldade” da mídia ao criar apelidos para projetos de lei que tenham relação com temas ligados aos Direitos Humanos, como o projeto chamado de Estatuto do Nascituro, que cria leis de proteção ao feto, apelidado de “bolsa estupro”.

O parlamentar ressaltou ainda que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) era uma “comissão vazia” antes de sua posse, e que sua iniciativa de colocar o PDC 234/2011 (apelidado de “cura gay”) para votação se deu porque ele era o único projeto em tramitação na comissão que tinha “relatoria pronta”, indispensável para que seja dado andamento.
Feliciano faz questão de ressaltar na gravação que o projeto não é dele, mas sim do deputado João Campos (PSDB-GO), que também faz parte da bancada evangélica. Ele afirma ainda que homossexualidade não é doença, mas que o projeto devolve aos psicólogos a possibilidade de estudar temas relacionados ao assunto.

“Não existe cura gay, porque homossexualidade não é doença”, diz. E continua: “Mas não podemos tolher o direito de um profissional, como um psicólogo, de estudar um assunto que ainda não se colocou nele um ponto final, ainda é uma incógnita, ainda é um fenômeno. E é isso que esse projeto de decreto legislativo prevê”.

Saiba mais:

Projeto para cura gay é aprovado pela Comissão de Direitos Humanos

A proposta, que ainda precisa passar por duas comissões da Câmara antes de ser votada no plenário, suspende dois trechos de resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), instituídas em 1999. O primeiro trecho anulado é o parágrafo único que diz que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”. Ao se referir a essa parte, Feliciano diz que é o Conselho quem fala em cura gay, não o projeto.

O outro artigo sustado determina que “os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”. Sobre isso, o deputado diz que ninguém pode ser impedido de manifestar a sua opinião.

Para a conselheira do CFP, Cynthia Ciarallo, a retirada do parágrafo da resolução que fala em “cura” indicaria que há uma intenção concreta de que os psicólogos possam colaborar com eventos que propõe o tratamento da homossexualidade, o que hoje é vetado. Sobre o outro trecho, Cynthia diz que o intuito é evitar declarações que reforcem estereótipos e preconceitos.

Assista o vídeo de esclarecimento sobre o PDC 234/11 erroneamente apelidado pela imprensa de “cura gay”


Informações:Estadão

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