Cristãos da Síria condena decisão dos EUA de amar rebeldes

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Cristãos da Síria condena decisão dos EUA de amar rebeldes
Cristãos da Síria condena decisão dos EUA de amar rebeldes

Cristãos da Síria condena decisão dos EUA de amar rebeldes. Os líderes das principais confissões cristãs na Síria condenaram esta semana a decisão dos Estados Unidos de enviar armas e apoio logístico para os rebeldes que combatem contra o regime de Bashar al-Assad.

Esta decisão levará a população a enfrentar “ainda mais problemas” do que se tem verificado até agora.

“É como se o mundo já não conseguisse compreender outra coisa que não a linguagem das armas, guerra, destruição, violência e terrorismo”, afirmou o Patriarca Gregório III Laham, da Igreja Melquita, em comunhão com a Igreja Católica.

Segundo o Patriarca, que esteve reunido com os restantes bispos melquitas num sínodo que decorre em Beirute, no Líbano, as armas apenas vão servir para alimentar “a violência e o ódio, levar a mais mortes, destruição, deslocalização e sofrimento económico, social, de saúde e para as famílias, jovens, estudantes e trabalhadores”.

As Igrejas Greco-Ortodoxa e Melquita estão reunidos em sínodos simultâneos, ambos em Beirute. As duas confissões, que juntas representam a maioria dos cristãos sírios e gozam de excelentes relações ecuménicas, emitiram um comunicado conjunto apelando à unidade dos cristãos e à libertação dos dois bispos raptados em Abril deste ano, perto de Alepo.

Um dos bispos é irmão do actual Patriarca ortodoxo, João X Yazigi. Falando no seu sínodo, o Patriarca diz que o seu irmão está vivo ainda, que sabe que está a ser mantido em cativeiro na Turquia, mas que não conseguiu ter qualquer contacto com os raptores.

Os cristãos formam cerca de 10% da população da Síria, estando divididos em muitas confissões diferentes. No regime de Bashar al-Assad a Síria era considerada um dos países mais estáveis para cristãos em todo o Médio Oriente, uma vez que o ditador controlava e impedia a ascensão de qualquer movimento fundamentalista islâmico, sendo ele mesmo membro de uma seita minoritária, os alauitas.

A esmagadora maioria dos rebeldes são membros da maioria sunita, embora alguns cristãos também tenham apoiado o movimento contra o regime.

Informações: Renascença

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