Marco Feliciano afirmou mais uma vez que não renunciará

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Marco Feliciano afirmou mais uma vez que não renunciará
Marco Feliciano afirmou mais uma vez que não renunciará

Marco Feliciano afirmou mais uma vez que não renunciará. Após reunião dos líderes dos partidos com representação na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) decidiu não renunciar ao cargo de presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias), posto que ocupa há um mês sob protestos.

“Eu fico. Eu fui eleito democraticamente. Pedi uma chance de poder trabalhar. Vou mostrar o trabalho”, afirmou Feliciano após a reunião desta manhã.

Depois de reunião de cerca de duas horas com líderes partidários, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) manteve sua disposição de continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e cedeu apenas aos apelos para que a realização de reuniões fechadas na comissão não seja uma regra.

O colégio de líderes acabou se dividindo sobre a permanência de Feliciano, o que lhe deu ainda mais argumentos para que continuasse no cargo. Na reunião, o pastor chegou a ironizar que só deixaria a presidência da comissão se João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP) saíssem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A reunião ocorreu sob clima de forte tensão. Diferente do esperado, porém, não houve uma pressão maciça por uma renúncia. Líderes de PMDB, PR, PSD, PRB e PMN defenderam que o pastor tinha o direito de continuar no cargo. Do outro lado, além do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ficaram, basicamente, os líderes de PT, PPS, PDT, PCdoB e PSOL. Alguns líderes não chegaram a se pronunciar diante da insistência do pastor em continuar. O PSDB tomou uma decisão partidária de nem sequer participar do encontro após avaliar não haver saída regimental para resolver o problema.

Segundo o relato de parlamentares, Feliciano portou-se como vítima de uma perseguição. Afirmou que nada ia demovê-lo da posição de comandar a comissão e chegou a pedir “misericórdia” dos adversários. O pastor chegou a dizer que irá se policiar em declarações futuras. Ele cedeu apenas ao apelo para que recuasse da decisão de fechar todas as reuniões da comissão. Feliciano disse que fará reuniões abertas, mas que pode recorrer novamente a medidas como a retirada de manifestantes ou a mudança de plenário caso os protestos impeçam o trabalho do colegiado.

Os deputados contrários à permanência de Feliciano defendem a partir de agora que se busque uma alternativa regimental para permitir a retirada de um presidente de comissão. Pelas regras atuais, isso só é possível ao final de um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.

Na saída da reunião, dois deputados bateram boca de forma agressiva. Ivan Valente, líder do PSOL, dava entrevista com críticas a Feliciano e foi interrompido por gritos de Jair Bolsonaro (PP-RJ). “Você é um torturador, deveria estar preso”, reagiu irritado Valente. “Se você tivesse participado daquele momento estaria no saco, imbecil”, disse Bolsonaro. “Torturador”, rebateu Valente. “Se tem alguma prova denuncie”, afirmou o deputado do PP.*Informações  DAM24 / Uol

7 COMENTÁRIOS

  1. Queridos, isso não se trata de religião, trata de direitos humanos. Quantas outras religiões já foram representadas por um presidente de direitos humanos? Deixa ele trabalhar, o histórico desse homem, que é muito mais positivo do que negativo, mostra sua capacidade. Ele não apareceu ontem pra sociedade, ele fez carreira e isso é um fato, não foi mídia que o promoveu até hoje, mas seus atos. Ter direitos iguais é tratar a todos como iguais, não é criar uma lei pra proteger gays, nem brancos ou negros ou amarelos, uma vez que todos eles nasceram homens ou mulheres e pra estes já existem estatutos que os guardem. Os homo afetivos se auto excluem agindo assim. Ele é apenas um representante de um percentual da sociedade, assim como vários antes dele, representaram bem o percentual da sociedade para a qual serviam. Chega de protestos, gente, isso deveria ser feito caso esse pastor não trabalhasse bem na posição que ele ocupa, deixa ele mostrar o que sabe! Ele foi eleito democraticamente, lamento pela minoria que não é representada por ele. Haverão próximas eleições, mobilizem-se por alguém que os “defenda”. Mas não critiquem quem chegou aonde chegou por meios legais.

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