Brasileiro de 17 anos confessa que disparou sinalizador que matou o boliviano Kevin Espada de 14 anos no jogo do Corinthians.

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Brasileiro de 17 anos confessa que disparou sinalizador que matou boliviano de 14 anos no jogo do Corinthians.

Brasileiro de 17 anos confessa que disparou sinalizador que matou o boliviano Kevin Espada de 14 anos no jogo do Corinthians.
Brasileiro de 17 anos confessa que disparou sinalizador que matou o boliviano Kevin Espada de 14 anos no jogo do Corinthians.

Na semana passada no jogo ocorrido na Bolívia entre Corinthians x San José, na partida da libertadores, um sinalizador foi disparado por um torcedor do Corinthians atingindo o olho de um jovem torcedor boliviano, levando a morte do garoto.  Após o ocorrido, 12 torcedores do Corinthians foram presos sob acusação de autoria na morte do jovem e cumplicidade.

Porém, um adolescente de 17 anos confessou ter disparado o sinalizador e o mesmo deve se apresentar nesta segunda-feira (25) à Vara da Infância e da Juventude de Guarulhos, em São Paulo.

Em entrevista ao Fantástico deste domingo (24), o jovem afirmou que comprou o sinalizador naval na Rua 25 de março, em São Paulo, mas que não sabia como usá-lo e que o utilizou para comemorar o primeiro gol do time, aos 6 minutos de jogo. O jovem disse que foi orientado por integrantes da Gaviões da Fiel a não procurar a polícia na Bolívia. “O pessoal me recomendou: ‘Não, é melhor não se entregar porque nós estamos na Bolívia, você veio com a gente, você é nossa responsabilidade'”.

“Eu só quero assumir meu erro. Porque não é certo as pessoas pagarem por uma coisa que não fizeram. Se eu tivesse no lugar delas, também não queria pagar com uma coisa que eu não fiz, ficar preso injustamente” declarou o jovem, que negou que tenha assumido ter cometido o crime para proteger os colegas de torcida.

O inquérito policial vai levar em conta a análise dos vídeos gravados durante o jogo, os testemunhos recolhidos pela polícia da Bolívia, e os exames para detectar pólvora nas mãos de torcedores corintianos que foram detidos.

Segundo Maristela Basso, especialista em direito internacional, tanto o Brasil como a Bolívia tem acordo de extradição, mas isso não se aplica a menores porque Brasil e Bolívia seguem a convenção da ONU sobre os direitos da criança e do adolescente. O juiz pode determinar que ele fique detido por até três anos ou preste serviços comunitários. Ainda não se sabe o que vai acontecer com o garoto.

Após a morte do torcedor, o governo boliviano promove a aprovação de um decreto que proíba o uso de qualquer tipo de artefato explosivo em eventos esportivos, algo que até hoje é muito comum no país.

O ocorrido fez a Conmebol sancionar o atual campeão da Libertadores da América a disputar suas próximas partidas locais sem torcida e proibir a venda de ingressos pelo clube a seus torcedores em suas partidas internacionais.

O Corinthians se manifestou, em um comunicado publicado na última sexta-feira (22), afirmando que considerou a medida da Conmebol “injusta” e que “esgotará todos os recursos legais para reverter à decisão imposta”, após declarar um dia antes luto de sete dias pela morte do torcedor boliviano. (*Com informações g1.globo.com).


 

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Matou tem que pagar pelo crime oque é isso!!!! porque náo fazer a troca 12 por um com certeza a familia do garoto ia tentar olhar para a cama do filho e sentir que houve justiça… que isso se fosse meu filho esta justificativa para mim nao ia servir.. nao sabia usar? foi sem querer ? qualquer idiota sabe que isso pode ocasionar um acidente para né?

  2. “O pessoal me recomendou: ‘Não, é melhor não se entregar porque nós estamos na Bolívia, você veio com a gente, você é nossa responsabilidade’”.
    Quer dizer, na hora da bagunça tudo é válido, depois bateu o medo…
    Prá mim, todos são falhos, o rapaz, a torcida, o chefe da torcida, a segurança do estádio, quem vendeu o sinalizador para o garoto ( que ele mesmo disse que não sabia usar), etc, etc…

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