Julgamento do goleiro Bruno inicia com confusão em Minas Gerais

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Julgamento do goleiro Bruno inicia com confusão em Minas Gerais
Julgamento do goleiro Bruno inicia com confusão em Minas Gerais

O julgamento o do ex-goleiro falmento Bruno, um dos mais esperados dos últimos tempos, acusado de ter mandado matar a ex-amante Eliza Samudio, teve seu inicio com confusão.

Em Contagem, Minas Gerais, sede do julgamento, a defesa de outros réus abandonou a sala do tribunal. Apenas uma testemunha foi ouvida no primeiro dia.

Durante as duas horas e meia do depoimento, Cleiton Gonçalves, amigo de Bruno, confirmou o que já tinha dito à polícia: que teria ouvido o primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, afirmar que o corpo de Eliza tinha sido atirado aos cães, e ainda que, na véspera do crime, foi impedido por Bruno de entrar na casa do sítio, em Esmeraldas, porque o goleiro alegou que Eliza estava lá dentro.

Cleiton Gonçalves admitiu que levou a Range Rover do goleiro, onde havia manchas de sangue de Eliza, para um lava-jato. O carro foi apreendido numa blitz e teria sido usado para transportar Eliza Samúdio e o filho de Bruno do Rio de Janeiro para Minas Gerais.

Cleiton confirmou uma informação nova que o veículo estava sendo levado para lavagem a óleo diesel, porque a lavagem com água não foi suficiente para tirar a mancha de sangue. A sessão começou com uma hora de atraso e foi marcada por muita discussão entre os advogados e a juíza.

A defesa de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o executor de Eliza, abandonou o caso. Foi um protesto contra o tempo fixado pela juíza para a apresentação do caso aos jurados. “Os réus estão presos há três anos. Ela quer calar em 30, 20 minutos, o direito de defesa”, afirma Fernando Oliveira Castro, advogado de defesa de Bola.

Bola não aceitou um defensor público. O julgamento dele foi desmembrado e adiado por, pelo menos, dez dias. O ex-policial foi levado de volta à penitenciária. Outro réu que deixou o plenário no meio da sessão foi Macarrão. Alegou que estava passando mal e foi levado de volta ao presídio.

Bruno e Macarrão respondem por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela e ocultação de cadáver. Bola responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Dayanne é acusada de participar do sequestro e cárcere privado de Bruninho. Fernanda responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê.

O advogado de Bruno sustenta a tese de que Eliza Samúdio não está morta. “Os jurados têm que julgar com a lei, e a lei é o seguinte: tem que ter o corpo de delito, o cadáver. Se não tiver, os vestígios substituem. Se não tiver, prova testemunhal, mas uma prova forte, e, no caso, foi a prova de um menor que confessou na polícia e desmentiu na Justiça. Essa prova testemunhal não vale”, afirma Rui Pimenta.

A mãe de Eliza Samúdio veio de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, para acompanhar o julgamento. “Hoje é um dia de luto, hoje começa minha luta, minha luta pela justiça, hoje começa a batalha”, diz Sônia de Fátima Moura.

Duas delegadas estão entre as quatro testemunhas de acusação que serão ouvidas nesta terça-feira. Uma delas foi quem ouviu o primo de Bruno, menor na época, relatar os últimos passos de Eliza antes do assassinato.

Cenas

A juíza Marixa Fabiane Rodrigues não permitiu que fossem gravadas imagens durante o júri. O ilustrador do G1, Léo Aragão, estava dentro do fórum e retratou algumas cenas.

Às 10h20, começou a ser feita a seleção do júri entre os candidatos, cidadãos da cidade de Contagem, que já tinham sido pré-selecionados. No alto, ficou a juíza, que está sentada ao lado do promotor Henry Castro.

Seis mulheres e um homem foram escolhidos pelos advogados de defesa e pela acusação. Os réus acompanham tudo sentados no canto esquerdo do plenário, de frente para a juíza.
Bruno passou a maior parte do tempo de cabeça baixa.

Dayanne Rodrigues, ex- mulher de Bruno, está ao lado dele, vestida de branco. Com as mãos cruzadas, mexe bastante com os dedos. Um pouco atrás, fica Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro.

No começo da noite, ocorre o único depoimento do dia, de Cleiton Gonçalves. O promotor Henry Castro está de braços cruzados. A juíza acompanha tudo com uma xícara de café na mão. Do outro lado, fica a advogada de Fernanda, a ex-namorada de Bruno.

No fim do dia, foram divulgadas duas fotos do tribunal do júri. Em uma delas, a juíza Marixa trabalha no computador. O advogado de Bruno, Rui Pimenta, está de pé, ao lado da mesa. Mais atrás, está Bruno, no banco dos réus. Dayanne, a ex-mulher do goleiro, está ao lado.

Na outra foto, o advogado Rui Pimenta conversa com Bruno.

Veja também:

Homem usa uma cruz em protesto no julgamento do goleiro Bruno

As informações são do Jornal da Globo

1 COMENTÁRIO

  1. a que le que tira a vida di seu procimo não merece nem o perdão de deus uma pessoa que vem acometer uma atrocidade deste não tem amor asi propio não basta só estas pessoas serem jugados eles tem que,serem ponidos,sem nenhum pingo de com paixão teria que ser,jugados com pena de morte,por que só ficar preso não adiante póis la dentro,da penitenciaria eles vam ter,todos os tipos de regalis por que tem dinheiro tem gral de escolarida,poriso eu acho que eles deverim ser julgados,com pena de morte tomara a deus que eles aprodeção na cadei,ja que não podem ser jugados com pena de morte que nofem na cadei mais eu acho que este castigo e muito poco que e uma coisa muito triste pruma familia criar um filho e vir ums caras que nem estes,que não valem nada tirar avida de uma pessoa assim da noite pro dia

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