Paula Burlamaqui revela que recorreu à empregada para compor personagem evangélica

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Paula Burlamaqui revela que recorreu à empregada para compor personagem evangélica
Paula Burlamaqui revela que recorreu à empregada para compor personagem evangélica

Paula Burlamaqui recorre à empregada para compor personagem evangélica

A atriz, Paula Burlamaqui natural de Niterói, região do Grande Rio, se diz instigada pelas ambiguidades da recatada Dolores. Ex-mulher de Diógenes, de Otávio Augusto, e mãe de Roni, de Daniel Rocha, ela abandonou a família e trabalhou durante anos como atriz pornô sob o nome artístico de Soninha Catatau. “Como ela virou evangélica, não quer nem saber sobre sua vida de pecados. Mas não dá para fugir, o passado sempre vem à tona”, diverte-se.

Em entrevista para o site OFuxico, a atriz revela que recorreu à empregada, que é evangélica para compor a personagem religiosa da novela, a funcionária da atriz lhe passou termos como ‘abençoada’ para Avenida Brasil.

OFuxico – Quando você entrou em Avenida Brasil, a trama já estava com quase três meses no ar. Você sentiu alguma dificuldade?

Paula Burlamaqui – Me sentia mais crua do que o resto do elenco. Mas estava segura e feliz com a personagem. Achei até que não fosse mais fazer a novela. Ano passado, o João Emanuel (Carneiro, autor da trama) me ligou dizendo que queria trabalhar comigo em Avenida Brasil. Fiz teste para alguns personagens e aguardei o chamado da produção. Mas fiquei aflita, pois a novela foi avançando, todos os atores desenvolveram seus personagens e nada de me ligarem (risos). Até que a Amora (Mautner, diretora-geral) me contou que minha personagem iria entrar para mexer com o núcleo do Diógenes. Dolores é uma ex-atriz pornô, que arrependida de sua vida, tornou-se evangélica.

OF – Quais foram suas inspirações para criar uma típica mulher evangélica?

PB – Frequentei cultos evangélicos e conversei com muitas mulheres para ter referência de visual, gestos e gírias. Mas a parte mais importante da composição começou dentro de casa. Minha empregada, que trabalha há 25 anos comigo, é evangélica fervorosa. Conversei muito com ela e percebi que a maioria dos evangélicos mais intensos têm outro dialeto, falam outra língua. Isso mudou até o texto da personagem.

OF – Como assim?

PB – Estudei muitas coisas do texto do João Emanuel com a minha empregada. Ela dizia o que estava coerente com a realidade e eu conversava com o autor. Ele, generosamente, me disse para seguir nessa linha mais realista. Daí surgiu na novela expressões como “tá amarrado em nome de Jesus!” e “Misericórdia, Senhor!”. Além de chamar as pessoas de “Abençoadas” (risos).

As informações são do Fuxico

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