Pastor evangélico é acusado de estupro após prometer curar de câncer

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Pastor evangélico é acusado de estupro após prometer curar câncer

Pastor esta sendo acusado de prometer “cura” de câncer para estuprar 

Pastor evangélico é acusado de estupro após prometer curar câncer
Pastor evangélico é acusado de estupro após prometer curar câncer

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou à Justiça o pastor evangélico Luciano Felix da Silva, detido nesta segunda-feira (15) sob acusação de ter estuprado uma adolescente de 15 anos na cidade de Areal, na região serrana do Estado. O órgão também requereu a prisão preventiva do suspeito, que, se condenado, pode ser submetido a uma pena de até 18 anos de prisão.

Na versão da Promotoria de Investigação Penal de Petrópolis, município vizinho a Areal, Silva teria abordado a vítima com o argumento de que “ela tinha um câncer revelado a ele por Deus”. Em nota, o MP afirmou que o acusado convenceu a menor de que a “cura” da suposta doença se daria a partir do momento em que ela mantivesse relações sexuais com o pastor.

A adolescente teria recusado a proposta, o que levou o religioso a supostamente se masturbar na frente dela, reafirmando que a “cura” estaria condicionada ao ato sexual. “Em seguida, com a mão em cima de sua genitália, [o acusado] ‘orou’ pela sua cura”, descreve o Ministério Público.

A promotoria destacou ainda que Silva se aproveitou da condição de pastor evangélico para exercer influência sobre a vítima –a menor e sua família frequentavam a mesma igreja do suspeito. O crime de estupro é previsto pelo artigo 213 do Código Penal, que estabelece que “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.

Na versão da promotora Maria de Lourdes, o testemunho da suposta vítima de estupro é um elemento fundamental em processos dessa natureza.

“Cumpre salientar que a palavra da vítima nos crimes sexuais possui valor preponderante, eis que estes, na maioria das vezes, são cometidos na clandestinidade, sem a presença de qualquer testemunha e não deixando quaisquer vestígios”, narra trecho da denúncia.

As informações são do UOL

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