Evangélicas, católicas e espíritas têm dois filhos por famílias, mostra Censo 2010

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Evangélicas, católicas e espíritas têm dois filhos por famílias, mostra Censo 2010

Evangélicas, católicas e espíritas têm dois filhos por famílias, mostra Censo 2010
Evangélicas, católicas e espíritas têm dois filhos por famílias, mostra Censo 2010

IBGE divulgou nesta quarta-feira detalhamento da taxa de fecundidade nacional. Entre 51,4 milhões de brasileiras, que pertencem a grupos religiosos, 15,2 milhões tem até 2º filho.

A maioria das mulheres de 10 anos ou mais com diferentes religiões, que tiveram filhos nascidos até 2010, tem dois filhos no Brasil. Entre as 33 milhões que se declararam católicas, maioria no País, 9,7 milhões tiveram dois filhos e cerca de 8,4 milhões declararam ter apenas um. O cenário se repetiu entre outros grandes grupos religiosos no País como evangélicos, espíritas, budistas e islâmicos.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base nas entrevistas coletadas para o Censo 2010. Segundo o órgão, a coleta do Censo Demográfico 2010 foi realizada no período de 1º de agosto a 30 de outubro de 2010. Ao todo, mais de 51,4 milhões de mulheres responderam aos questionários do instituto e declararam integrar grupos religiosos.

O segundo maior grupo, segundo o IBGE, presente no Brasil é o dos evangélicos. No período da coleta das pesquisas, 12,6 milhões de mulheres evangélicas foram entrevistadas. Entre elas, aproximadamente 3,6 milhões declaram ter dois filhos, 2,5 milhões teriam três e pouco mais de 1 milhão decidiram ter quatro filhos ou mais.

Entre 1,2 milhão de mulheres espíritas, que formam o terceiro maior conjunto religioso do relatório, 470 mil responderam que tinham dois filhos, enquanto 347 mil e 254 mil das entrevistadas afirmaram ter um e três filhos, respectivamente. Maioria das budistas (22,8 mil de 76.407) e islâmicas (1.922 de 6.481) também declarou ter dois filhos.

Brancas têm filhos mais tarde

Na análise da fecundidade por cor ou raça, o Censo 2010 revelou que as maiores quedas percentuais ocorreram entre as mulheres pretas no Nordeste (29,1%), Norte (27,8%) e Sul (25,3%). Os padrões de fecundidade das mulheres pretas, pardas e indígenas têm estrutura mais jovem (entre 20 e 24 anos), contrastando com o padrão das mulheres brancas, que têm maior concentração no grupo de 25 a 29 anos e ainda apresentam grande concentração entre 30 e 34 anos.

Para as mulheres com mais de 40 anos, a fecundidade indígena é sempre maior que a dos demais grupos. Entre as mulheres sem instrução e com ensino fundamental incompleto, a taxa de fecundidade chega a 3,0 filhos por mulher, enquanto que, no outro extremo (mulheres com ensino superior completo), a taxa é de 1,14 filho.

Nível de instrução

De acordo com os dados coletados pelo IBGE, quanto mais alto o nível de instrução da mulher, mais tardio se torna o padrão etário da fecundidade. Das mulheres sem instrução e com ensino fundamental completo, a fecundidade se estabelece nas idades entre 20 e 24 anos.

O grupo de médio completo e superior incompleto mostra um comportamento do padrão da fecundidade mais tardio, com concentração no grupo de 25 a 29 anos. Já nas entrevistas com ensino superior completo, a maior contribuição da fecundidade vem daquelas com idades entre 30 e 34 anos, que concentram 1/3 da sua fecundidade total neste grupo.

As mulheres com ensino superior completo têm seus filhos, em média, 5,5 anos depois do que as sem instrução e com ensino fundamental incompleto, 30,9 contra 25,4 anos. Como as mulheres com ensino superior completo representam 11,2% das mulheres em idade fértil, contra 33,7% sem instrução e ensino fundamental incompleto, o perfil da fecundidade para o conjunto da população ainda apresenta uma tendência predominante de ter filhos mais cedo.

Renda

As mulheres que em 2010 viviam em domicílio com rendimento per capita de até 1/4 de salário mínimo apresentam uma fecundidade ainda muito alta (3,90 filhos) frente a média brasileira (1,90 filhos). Por outro lado, as mulheres nos quatro grupos com rendimento domiciliar per capita de mais de um salário mínimo já apresentam níveis de fecundidade muito baixos (entre 1,30 e 0,97), com decréscimos da fecundidade com o aumento da renda.

Informações: ODia

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