Culto de Igreja evangélica vira caso de polícia em MG

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Culto de Igreja evangélica vira caso de polícia em MG

Culto de Igreja evangélica vira caso de polícia em MG
Culto de Igreja evangélica vira caso de polícia em MG

Na noite desta quarta-feira (17) a polícia foi chamada durante um culto em uma igreja evangélica no bairro Jardim Glória na cidade de Lavras, em Minas Gerais.

Um morador vizinho ao templo ligou o som em sua casa e posicionou os alto-falantes em direção à igreja que fica em frente, prejudicando a realização do culto.

De acordo com o G1, o mesmo homem já havia sido sentenciado pelo Juizado Especial de Lavras à prestação de serviços comunitários por já ter atrapalhado o culto em outras ocasiões.

Ele alegou aos policiais que se sente incomodado com o som da igreja e por isso tomou a atitude de usar seu próprio sistema de som para “superar” o som do templo religioso.

Os envolvidos foram encaminhados para a delegacia para prestar depoimento e liberados em seguida.

Discussão antiga

A polêmica entre o som produzido pelas igrejas católicas e evangélicas é recorrente.

Em junho deste ano a Câmara Municipal de João Pessoa (PB), discutiu a criação de um Termo de Ajustamento de Conduta para tratar do barulho oriundo de igrejas evangélicas na cidade.

Na reunião estiveram presentes pastores da capital paraibana e representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM). A vereadora Eliza Virgínia (PSDB), lembrou que a Igreja tem papel fundamental para a sociedade e enfatizou a importância dos templos como pontos de transformação de vidas.

Ela relatou que as igrejas vem sofrendo com a visita de fiscais do meio-ambiente, que muitas vezes não são amistosas. Ela ressaltou que muitas vezes as igrejas sofrem constrangimento, pois estabelecimentos como bares, shows e carros não tem a mesma intensidade na fiscalização.

Por outro lado, o procurador da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Sudema), André Batista, disse na ocasião que “é favorável à manifestação de cultos religiosos, mas dentro das normas estabelecidas, mesmo porque as pessoas que participam dos eventos também sofrerão com os efeitos desse som acima do permitido”, esclareceu. Ele ressaltou que apesar de serem resguardados pela lei, os cultos evangélicos não podem se opor a outras legislações.

Os pastores presentes frisaram, por sua vez, que o direito à liberdade de culto deve ser respeitado e  solicitaram prazos para a adequação dos templos às normas ambientais.

Informações: G1 / Via Gospel +

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