Ritual da circuncisão nos EUA só será permitido com autorização dos pais

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Ritual da circuncisão nos EUA só será permitido com autorização dos pais
Ritual da circuncisão nos EUA só será permitido com autorização dos pais

Depois de muita discussão, a Junta de Saúde da cidade de Nova York decidiu que só será permitido ritual da circuncisão, com autorização dos pais que quiserem submeter seus bebês a um tipo de circuncisão que envolve um polêmico ritual milenar

A Junta de Saúde de Nova Yorque decidiu que os rabinos vão precisar de autorização explicita dos pais para submeter bebês ao ritual da circuncisão, que é adotado principalmente por judeus ortodoxos, os hassídicos.

 Ritual da circuncisão

O ritual, conhecido como metzitzah, é comum entre os 1,1 milhão de judeus ortodoxos que residem na cidade de Nova York, e o assunto é extremamente sensível para a comunidade hassídica.

Os médicos fazem restrições ao ritual porque o mohel (rabino que faz a circuncisão), depois da remoção do prepúcio, suga com a boca o sangue do pênis do bebê. O procedimento pode transmitir às crianças doenças, como herpes, que pode ser fatal ou lesar o cérebro.

A sucção oral do sangue do pênis do bebê pode transmitir doenças Leia mais em http://www.paulopes.com.br/#ixzz26qiOFfi5 Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.
A sucção oral do sangue do pênis do bebê pode transmitir doenças

Desde 2004, houve em Nova Yorque 11 casos de contaminação de herpes e duas mortes em decorrência do metzitzah b’peh, como o ritual chamado. Cerca de 66% das crianças de casais ortodoxos da cidade são submetido à sucção oral.

Para a tradição judaica, o ritual é de extrema importância porque significa a confirmação da aliança com Deus.

Em países europeus, como a Alemanha, pediatras passaram a criticar abertamente o ritual. O Tribunal de Colônia o proibiu por considerá-lo crime de lesão corporal. A decisão tem abrangência regional, e não em toda a Alemanha.

Judeus e muçulmanos (eles também adotam esse tipo de mutilação) argumentam que os casos de contaminação são irrelevantes, não se justificando, portanto, as restrições. Rabinos afirmam estar havendo, na verdade, mais uma onda de perseguição religiosa.

O prefeito Michael Bloomberg, que é judeu reformista, apoiou a exigência do consentimento porque acredita que a partir de agora os pais, antes de tomar uma decisão, vão procurar se informar sobre os riscos do procedimento.

Joshie Berger, ex-integrante da comunidade hassídica e ativista contra a prática ortodoxa, afirmou que a Junta de Saúde deveria tomar uma decisão mais radical, porque ele não entende como o consentimento dos pais poderá impedir a morte de um bebê.

Informações: BBC / Paulo Lopes

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