9 de dezembro de 2016
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Vereador evangélico propõe a criação de banheiro para homossexuais

Vereador evangélico propõe a criação de banheiro para homossexuais

Carlos Apolinário (DEM) apresentou uma proposta um tanto polêmica na Câmara Municipal de São Paulo. O vereador propõe a criação de um banheiro unissex em estabelecimentos comerciais para evitar o constrangimento de gays, lésbicas, bissexuais e travestis que são barrados de usar banheiros masculinos ou femininos.

O projeto apresentando na terça-feira, 7, tenta diminuir os casos de discriminação como o ocorrido com o cartunista Laerte Coutinho, 60 anos, que é travesti mas foi impedido de usar o banheiro feminino de uma padaria na zona oeste da capital. Pelo projeto do vereador evangélico ter um banheiro unissex seria a terceira opção para os usuários.

“Ainda que muitos não concordem, homens e mulheres têm o direito inalienável de seguir essa ou aquela orientação sexual. É o que se chama livre-arbítrio. Mas os direitos de uns não podem ferir os direitos de outros. Impor o seu direito aos demais é ditadura, o que não pode ser tolerado”, afirma Apolinário, no texto de justificativa de seu projeto.

Para o vereador, autor da proposta do “Dia do Orgulho Hétero”, além de evitar constrangimento para homossexuais e travestis o banheiro unissex também serviria para não constranger as outras pessoas. ”Se a moda pega, qualquer pessoa que se declarar homossexual, ou estiver vestido de mulher, poderá entrar no banheiro feminino, constrangendo senhoras, adolescentes e até crianças.”

O discurso de Apolinário, apesar de apresentar uma proposta para a melhoria dos homossexuais, tem um tom de segregação. ”Já recebi relatos de casos semelhantes na capital. Os gays no Brasil são muito folgados. Eles querem privilégios, e isso não pode acontecer. Como a sociedade caminha para essa abertura sexual, acho natural criarmos uma opção unissex. O que não é possível é minha mãe entrar em um banheiro e encontrar um homem vestido de mulher”, ressalta.

Em sua proposta o banheiro unissex precisaria ser criado em shoppings, supermercados, restaurantes, cinemas e demais locais de diversão. Mas antes de ser votado, o texto têm que passar pela Comissão de Justiça e somente se for aprovado pelos demais vereadores é que será sancionado ou não pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Com informações Estadão

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