5 de dezembro de 2016
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Suécia regulariza ‘igreja da pirataria’

Igreja da pirataria é regularizada na Suécia

A prática de baixar arquivos protegidos da web, considerada crime em qualquer legislação, se tornou algo sagrado para os internautas da Suécia. A Igreja do Kopimismo – termo derivado do “kopimi”, ou “copy me” – tem como maior preceito o direito de compartilhar arquivos. Após duas negativas, o governo do país reconheceu formalmente a congregação.

Os kopimistas argumentam que não promovem necessariamente a troca ilegal de arquivos protegidos por direitos autorais, focando-se apenas na distribuição aberta de conteúdo para todos. A nova religião – que adotou o Ctrl+C e Ctrl+V como símbolos sagrados – defende que toda informação compartilhada tem mais valor e é divina.

A igreja sueca foi fundada por Isak Gerson, um estudante de filosofia de 19 anos. Ele espera que a troca de arquivos ganhe proteção religiosa. “A informação carrega um valor que é ampliado quando são feitas cópias. Portanto, copiar é algo fundamental para os nossos membros”, explica.

A formalização do kopimismo como religião ocorre em um momento em que o governo sueco prepara medidas de tolerância zero contra a pirataria.

Organização

Símbolo do kopimismo; religião segue tendência de valorização da livre troca de arquivos, que ganha força na Suécia.

Política

Em 2006, a Suécia se tornou o berço do Partido Pirata, que defende a livre troca de arquivos entre os internautas.

Tendência

O movimento ganhou força e se espalhou por 23 países, inclusive o Brasil.

Surpresa

Nas eleições parlamentares de 2009, o Partido Pirata conseguiu 7% dos votos, surpreendendo os analistas suecos.

Crescimento

Em 2006 o partido já tinha 44 mil filiados, o que o tornou o terceiro maior do país.

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