Ele se foi e você ficou, o que fazer?

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Ele se foi e você ficou, o que fazer?
Ele se foi e você ficou, o que fazer?

Ele se foi e você ficou, o que fazer? – A perda do companheiro é o evento mais doloroso que pode acontecer na vida de uma mulher. Parece um pesadelo do qual espera logo acordar e, então, tudo será como antes. Porém, não é pesadelo. Ele se foi e você está viva! Há providências a serem tomadas exatamente no momento em que está menos preparada para qualquer deliberação.

Infelizmente há sempre aqueles que desejam se aproveitar da sua dor e momentânea fragilidade e você poderá ser levada a tomar decisões das quais mais tarde se arrependerá, porque lhe trarão enormes prejuízos, inclusive financeiros.

Amargas experiências nos levaram a formular conselhos sobre o que deve ou não ser feito logo em seguida à perda de seu amado.

“NÃOS” 

– Não tome nenhuma decisão importante logo em seguida.

– Não mude logo de casa, nem pense em vende-la em seguida para mudar-se. Se não conseguir permanecer lá, alugue a casa por um tempo.

– Não comece a vender ou distribuir as coisas logo em seguida. Não permita que outra pessoa, nem mesmo da família, venha ajudar na limpeza, jogando fora coisas, papéis, contas velhas, etc. Lembre-se que o Imposto de Renda pode querer ver certos documentos e comprovantes. As companhas de luz, telefone e outras, às vezes cobram contas já pagas, se você não tiver os respectivos recibos. É bom guardá-los por cinco anos.

Se você não tiver condições psicológicas de olhar para as coisas, guarde-as em caixas até poder organizar tudo a seu jeito.

– Não abra mão de títulos de clubes, seguros, montepios, carnês e outros documentos, sem antes verificar seus direitos. Sempre que entregar algum documento em repartições, etc., peça recibo. Se tiver que entregar os originais tire antes um xerox e guarde.

– Não assine procurações que transfiram poderes irrestritos e ilimitados a terceiros, porém apenas procurações bem específicas.

“SIMS”

Procure no dia seguinte ou o mais rápido possível um advogado para abrir inventário. O imposto “causa mortis” é devido a partir do óbito. Se o inventário foi iniciado após 30 dias do óbito, haverá uma multa de 10% sobre este imposto.

A viúva carente deve conversar com o advogado para pleitear assistência judicial gratuíta. Se ela só tiver imóvel – de moradia – ela poderá pleitear isenção do imposto “causa mortis”. Obtenha, na Secretaria da Receita Federal, um novo CIC em seu próprio nome urgentemente.

Se tiver contas conjuntas, correntes ou de poupança, zere-as, sacando o saldo, antes de entregar o atestado de óbito no banco. Abra novas contas em outro banco, no seu próprio nome, com o novo CIC.

Junte todas as contas como: luz, água, aluguel, condomínio, telefone, clubes, prestações, Imposto Predial, escolas, Imposto de Renda e qualquer outras e providencie o seu pagamento.

A vida continua e você é quem terá que arcar com juros e acréscimos pelos atrasos ocorridos. Veja rápido a situação no BNH, levando o atestado de óbito para que cessem as cobranças, se for o caso.

Se o óbito for perto do fim do ano, cuidado com o exercício findo.

Se for época do Imposto de Renda, apresente a declaração do espólio e a sua mesma, como viúva do inventariado.

Procure logo os bens e dinheiro que seu marido tenha emprestado e peça-os de volta, antes que caiam no esquecimento e seja difícil recuperá-los.

Quando pegar o atestado de óbito, peça desde logo umas 10 cópias, se possível, dependendo dos bancos e instituições com que seu marido operava, pois, em cada local em que você for reivindicar algo, terá que deixar uma cópia do atestado com a firma devidamente reconhecida.

Deus permitiu que tivesse anos maravilhosos com seu marido. Se o levou e a deixou aqui, é porque ainda tem um plano especial para você.

Nós, mulheres sós, devemos ser sensíveis ao que Deus deseja de nós, pedindo-lhe que nos mostre o que quer de nós agora.

Autora: Oneida Green de Almeida

*Fonte: Ministério Apoio  – www.ministerioapoio.com.br

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