Sociedade Evangélica é suspeita de desvio em verba de R$ 4,4 milhões

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Sociedade Evangélica é suspeita de desvio em verba de R$ 4,4 milhões

O TCU (Tribunal de Contas da União) mandou que o Ministério do Turismo suspendesse imediatamente os repasses de verba à SEB (Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba) por suspeita de irregularidades.

O deputado do PMDB-PR André Zacharow (foto), que foi presidente da entidade por 14 anos, conseguiu para a SEB dois convênios de prestação de serviço no valor total de R$ 4,4 milhões. Ele se licenciou para assumir a sua cadeira na Câmara, mas nunca se distanciou da sociedade.

O desvio estaria ocorrendo por intermédio de superfaturamento, como no caso da reprodução de material didático que constava ter um preço 265,5% a mais do que a média de mercado.
O Tribunal também detectou que a entidade religiosa terceirizou um serviço o qual teria de executar. Outra irregularidade seria um curso oferecido pela internet cuja duração era apenas de 10 minutos.
Na avaliação do TCU, a SEB, embora estivesse recebendo verba para atuar em saúde e educação, não tem qualificação nessas áreas.
A direção da entidade nega qualquer irregularidade. Mas a Polícia Federal tem a gravação de uma escuta telefônica (feita com autorização da Justiça) na qual Frederico Silva Costa, então secretário-executivo do Ministério do Turismo, orienta Fábio de Mello, diretor da entidade, como fraudar os convênios.
Costa e Mello, juntamente com mais de 30 pessoas, foram presos pela PF sob a acusação de golpe no Ministério de Turismo. Ambos já foram soltos e agora aguardam o início do processo judicial.
Entre os acusados, está o pastor Waldimir Furtado, da Igreja Casa de Oração do Macapá, Amapá.

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Informações Paulo Lopes

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