Fanatismo religioso pode causar grandes danos, diz psicóloga cristã

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Fanatismo religioso pode causar grandes danos, diz psicóloga cristã

Preocupada com saúde mental dos líderes evangélicos brasileiros a psicóloga cristã, Marisa Lobo, alerta sobre os danos que o fanatismo religioso pode ocasionar ao psicológico dos pastores. Pós graduada em saúde mental e especialista em transtornos psicológicos, Marisa acaba de lançar seu terceiro livro: Psicopatas da fé, onde trata a situação real degradante de muitas líderes espirituais de igrejas que se denominam cristãs e a sua manipulação perigosa e demoníaca.

Em entrevista ao portal GUIA-ME, a profissional fala – entre muitos outros assuntos – como exerga o atual confronto entre ativistas gay e pastores evangélicos que recentemente travaram uma briga até mesmo judicial para defender os direitos. Confira:

Como psicóloga como vê essa questão da homofobia no meio cristão?
Como profissional fico bem preocupada com a maneira como a homofobia vem sendo tratada entre os evangélicos, principalmente com o fanatismo religioso que pode estar sendo gerado por conta dessa exposição e do confronto de alguns líderes com ativistas gays. Temo pelo modelo copiado desses exemplos que estão aquém dos ensinamentos de Cristo, entretanto não poder dizer o que pensamos sobre o tema com risco de nos taxarem de violentos, ou não ter o direito de não querer que um filho seja Gay, e não seja exposto enquanto criança a kits que incentivam o homossexualismo sem sofremos retaliações é uma violência emocional em nossos valores.  Porém, ainda assim não justifica a violência moral com que alguns líderes religiosos têm tratado o tema.
 Temos acompanhado o afrontamento entre pastores e movimentos ligados aos gays. Acha necessária essa exposição? Acredita que isso pode influenciar pessoas a tomarem decisões de abandonar o homossexualismo?
Temos que defender nossas posições, isso é fato. Creio e defendo isso nas minhas palestras, porém, essa exposição demasiada é anti – bíblica, não consigo imaginar Deus fazendo isso. O que vejo é uma bíblia que ensina compaixão, amor, misericórdia e graça, sendo taxada de livro “barato”, “mentiroso” e sem valor espiritual. Os pastores deveriam nos proteger e nos ensinar a compaixão, o respeito às diferenças e a inclusão, deveriam usar seus programas de tv, rádio, suas redes sociais, para evangelizar não como “ringue de Luta”, sugestionando e incitando outros a terem o mesmo comportamento. A verdade é que ser truculento nessas horas não leva a nada, só faz aumentar a raiva e afastar mais ainda essas pessoas de Deus, ou seja, se a bíblia está certa esses homens não podem estar errados, em verdade digo que a intenção é boa, más a forma é errada.

Em sua opinião, como podemos resolver a questão sem discordar da palavra de Deus e ao mesmo tempo sem inflamar o preconceito?
Não podemos de forma alguma ficar de braços cruzados, mas com podemos lidar com a situação com mais sabedoria e inteligência emocional. Orando, se organizando politicamente, participando de movimentos ativistas de forma ordenada como: FENASP, a marcha pra Jesus, campanhas a favor da família. É fato quando a mídia noticia uma multidão em todo país lutando pelos seus direitos de forma pacifica e de forma amorosa, fora disso é rebelião, é motim,  

 Como poderíamos nos organizar na defesa do direito de expressão?
Temos senadores cristãos competentes que defendem nossa causa e cito nomes de alguns como: Magno Malta, Bispo Marcelo Crivella, Deputado Marco Feliciano, Deputado Fracinischini, ou seja, tantos homens e mulheres de Deus que tem uma multidão de seguidores, credibilidade e acesso ao povo. Outra ferramenta que temos são os abaixo assinados que são respeitados e aceitos em todo cenário político e pode mudar a história de uma lei, se houvesse união verdadeira entre pastores e políticos deixando de lado o ego de cada um e o interesse político e pastoral, daria muito certo. Podemos também participar de fórum de debates, como Fenasp, entre outros.
Como você trata seus pacientes declarados homossexuais?
Eu os trato com respeito. Não  faço tratamento para reverter orientação sexual, mas procuro reverter comportamentos mal adaptado, anti sociais, os vícios em drogas e alguns  homossexuais depois de algum tempo de tratamento mudam de orientação. Não forço, minha função não é essa, mas falo de Deus.
Que conselho deixaria para os líderes evangélicos?
Não escandalizem os pequeninos, não suscitem a ira em pessoas que não conhecem Deus, isso pode afastá-la D’Ele, e tenho certeza que seremos cobrados por isso. Ajudem em abaixo assinados, em fóruns, em orações sempre com união respeito.

Para cópia deste conteúdo, é obrigatória a publicação do link www.amigodecristo.com
Guiame

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