Anel da Pureza no Brasil, será que isso funciona?Ou será mais um modismo?

Anel da Pureza no Brasil, será que isso funciona? Ou será mais um modismo?

Para alertar os jovens sobre a importância de manter uma vida sexual pura alguns ministérios no Brasil estão tentando implantar a campanha do Anel de Prata, conhecido também como Anel da Pureza, um projeto bastante conhecido nos Estados Unidos que visa estimular o jovem a permanecer virgem até o casamento.

A Igreja Presbiteriana Missional do Buritis, em Belo Horizonte, é um desses ministérios que trabalham com o anel. Eles caracterizam essa campanha como contra-cultura, uma vez que a sociedade e a própria mídia incentiva o jovem a iniciar sua vida sexual cada vez mais cedo.
“Este tema tem que ser tratado como qualquer outro, sem restrições ao conhecimento do assunto. É um assunto pertinente a qualquer cristão e deve-se jogar aberto mostrando o que a bíblia realmente fala sobre sexualidade, a realidade da sociedade atual e levar ao entendimento de que pureza sexual faz parte do relacionamento com Deus de todos os cristãos casados ou solteiros,” disse o pastor Rafael Brandão, um dos responsáveis pela campanha.
O pastor explica que é importante falar sobre o tema nas igrejas para que os jovens aprendam sobre a obediência a Deus e também para evitar a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) e a gravidez indesejada.
Ídolos teens ajudaram a divulgar a campanha americana
Há alguns anos anel da pureza ganhou destaque na mídia secular por ser usado por grandes ídolos teens como os irmãos  Jonas Brother e pela cantora Selena Gomez que deixou de usar o símbolo do seu compromisso em permanecer virgem até o casamento depois que passou a namorar com o cantor Justin Biber.
No anel comercializado pelo ministério Anel de Prata há a inscrição do livro de I Tessalonicense 4:3-4 que diz: “”Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra”.
No Brasil ainda não há “personalidades” cristãs que falem da campanha ou que incentivem os jovens a manterem a santidade e o compromisso diante de Deus. “O marketing faz toda diferença para a divulgação de qualquer idéia”, lembra o pastor Brandão.
A realidade brasileira
A grande dificuldade de realizar campanhas com esse objetivo no Brasil não é só a falta de divulgação por parte de cantores evangélicos, mas o tema também é polêmico entre os pastores, principalmente nas grandes igrejas.
“Sexualidade é um assunto polêmico, mas como qualquer outro, tem de ser discutido e trabalhado entre todos, principalmente os cristãos. É inaceitável as atitudes longe dos princípios de Deus estarem se dissipando entre os jovens cristãos e a igreja ficar parada diante disto por simplesmente não querer por a mão na massa”, relata o pastor.
Quem tem o mesmo posicionamento sobre a campanha do anel é o pastor Nelson Junior da Mobilizando o Brasil, que divulga a campanha “Eu Escolhi Esperar”, que não prega só o sexo depois do casamento, mas também sobre a vida sentimental dos jovens. No momento eles não estão trabalhando com o anel, pois eles acreditam que virou uma moda com a intenção de apenas exibir o objeto e não de ter um compromisso real com Deus.
“Trabalhamos com o anel da pureza, mas nesse momento não temos focado nosso trabalho nisso. Porque virou uma moda entre os adolescentes e valorizava-se mais o objeto que a decisão. E esse não é propósito que o movimento Anel de Pureza foi criado.”
Antes do casamento
É fácil entender o tamanho da necessidade de se abordar esse tema com os jovens e adolescentes das igrejas do Brasil. Uma pesquisa recente elaborada pelo BEPEC (Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã) intitulada de “O Crente e o Sexo” revelou que 56% dos evangélicos entrevistados fizeram sexo antes do casamento.
O número dos que não esperam o casamento para iniciar sua vida sexual é maior entre os evangélicos que frequentam igrejas neopentecostais. Entre esses 76,99 afirmaram manter relações com os seus cônjuges antes do casamento.
Em seguida vem os que pertencem a igrejas não classificadas pela pesquisas (nem pentecostais, nem neopentecostais ou tradicionais) que foram chamados de Outros, eles somam 57,78%.
Os pentecostais estão em terceiro lugar com 56,14% fiéis que assumiram que fizeram sexo antes do casamento. Em último lugar, mas em um número não menos baixo estão os tradicionais, com 53,96%.
A pesquisa revela que além de ser pouco pregada nas igrejas, a pureza sexual não é levada a sério pelos membros, é esse o desafio desses ministérios conscientizar os cristãos da importância de obedecer o que a Bíblia diz a esse respeito. “O compromisso em qualquer área da vida cristã vem com um relacionamento de intimidade com Deus. Não existe pureza, santidade, fé se não buscar em Deus”, encerra o pastor Brandão.

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