O Futuro da Música Cristã No Brasil

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O Futuro da Música Cristã No Brasil

Organizado pela CCLI Brasil (Christian Copyright Licensing International), na última terça feira (24) aconteceu em São Paulo o fórum “O Futuro da Música Cristã no Brasil“. E o time que esteve intermediando a conversa não poderia ser melhor – Asaph Borba, Adhemar de Campos, Gerson Ortega e Massao Suguihara. Todos eles acompanhados por seus filhos André Borba, Rodrigo Campos, Mateus Rafael, Pedro Ortega, Carol e Tiago Suguihara. O evento contou também com a presença do maestro Paulo Davi e Silva, da Primeira Igreja Batista de Curitiba e do presidente mundial da CCLI, o pastor americano Howard Rachinski.. Confira a cobertura completa do evento.
Após um café da manhã servido a todos os participantes, ocorreu uma jam session com todos os convidados. A primeira música, liderada por Asaph Borba, veio em tom saudosista “Graça, super abundante, graça…”. Em seguida Adhemar de Campos, Gerson Ortega e Massao Suguihara se revezaram na liderança do período de louvor, com músicas que marcaram gerações da igreja evangélica brasileira.
Findado esse período, Asaph é o primeiro convidado a falar sobre o passado e futuro da música cristã brasileira. Mas antes de iniciar, convida seu filho André Borba, de apenas 14 anos, a compartilhar um pouco de suas impressões do cenário atual da música cristã no Brasil, e ele é certeiro em apontar questões como, “muitas repetições”, a “internacionalização da música”, “falta de identidade, letras sem profundidade e muitas delas com erros teológicos”.
Em seguida, Asaph discorreu sobre um ponto chave – A Essência de Deus. “Deus está trabalhando de geração em geração”. E com 35 anos de ministério ele pode afirmar com convicção que “a forma muda, mas a essência não pode mudar”. E ele termina dizendo “hoje, temos uma geração muito informada, mas não uma geração sábia. Precisamos desenvolver a sabedoria de Deus, sermos mais bíblicos”.
Na sequência, quem toma a palavra é Gerson Ortega, um dos anfitriões do evento, já que o encontro ocorreu em sua comunidade, a Igreja Cristã da Família. Gerson falou sobre alguns princípios como prestação de contas. “Devemos caminhar juntos, sermos submissos”, comenta. Falou também sobre o objetivo da música que fazemos. Também tocou em um ponto muito comentado durante todo o encontro – o conteúdo das letras. No fim, Gerson termina com um apelo, “nunca disse isso antes, mas façam valer à pena o nosso esforço”. Palavras de quem está no ministério há mais de 30 anos e trabalhou com grupos e pessoas do porte de Vencedores Por Cristo, Asaph Borba, Adhemar de Campos, Bené Gomes, Nelson Bomilcar e outros.
Adhemar de Campos toma a palavra e uma das primeiras coisas que explica é que “existem duas realidades diferentes: Uma é o mundo evangélico e outra o Reino de Deus”. E apesar do colapso que muitos enxergam no mundo evangélico atualmente, ele deixa claro – “O Reino de Deus vai bem, muito obrigado”. Em um tom extremamente pastoral, Adhemar comenta sobre a questão da identidade de cada um. Sobre identidade espiritual, diz que devemos ser exemplos a outros, pra que geremos “interesse a um encontro com Jesus e uma experiência com Deus”. Ele citou exemplos de sua própria família na formação do caráter de Cristo e sobre a questão da identidade ministerial também. E comenta que devemos entender o chamado de cada um e, assim, direcionando-os. E termina dizendo palavras simples e profundas “busquem ser filho”.
Pastor Massao Suguihara contou um pouco de sua experiência pastoral e no ministério de música. Comentou sobre a tecnologia na música e como ela tem “surpreendido nos últimos tempos”. Mas deixa claro que “devemos, porém, usar para refletir a Glória de Deus”. E esse foi o grande ponto de seus comentários, “se a Igreja passar a viver centrada em Cristo, nossa música irá revelar a Glória de Deus”, resume.
Após esse período de compartilhamento de experiência, o presidente mundial da CCLI, Howard Rachinski, toma a palavra e conta um pouco de sua história e os projetos para o Brasil. Ele tem viajado o mundo para implantar a visão da CCLI e a divulgação da música cristã em escala global, mas se mostra especialmente empolgado com o Brasil, por sua história, cultura, diversidade e também pelo “coração na adoração”.
Por fim, o maestro Paulo Davi e Silva, parceiro da CCLI Brasil, se junta a Asaph, Adhemar, Massao e Ortega a fim de mediar um período de perguntas e respostas. Antes, ele também compartilha um pouco de sua história, dificuldades e vitórias da liderança ministerial em uma grande igreja e fala da necessidade de entendermos as leis, direitos autorais e outras questões que permeiam a música na igreja brasileira.
No período de perguntas e respostas, questões como oferta versus cachê, relação líder e liderado, musico e pastor, serviço versus ‘artista’ e outros pontos foram colocados aos participantes que, nos seus mais de 30 anos de experiência, puderam elucidar muitas coisas. Mas a grande tônica, realmente, foi a “dependência total de Deus”.
Por fim, todos os que estiveram presentes no encontro puderam sair com uma esperança no peito, de que Deus está no controle e continua agindo ainda hoje na nossa geração, levantando lideres e liderados segundo o Seu coração.
Conforme o Twitter da CCLI Brasil, alguns vídeos feitos pela Phanton Films serão liberados ao público que não pode estar presente no evento. Confira algumas fotos abaixo e no Facebook do evento.

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Guiame

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