Pesquisa aponta que lésbicas são mais toleradas

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Pesquisa aponta que lésbicas são mais toleradas
Homem é mais veemente ao condenar homossexualidade masculina

Ao medir o preconceito de uma sociedade, o psicólogo americano Gordon Allport elaborou uma escala que vai de 1 (restrita a xingamentos) a 5 (disposição de exterminar o grupo, como acontece em países que punem a homossexualidade com pena de morte). Os níveis 2 e 3 representam, respectivamente, exclusão e discriminação. E o Brasil, de acordo com a pesquisadora Cristina Lasaitis, se encaixa na segunda pior faixa, a 4, que se refere à agressão física e ao assassinato.
De acordo com o estudo, uma das principais culpadas por esse quadro preocupante é a cultura machista ainda dominante no país. “Seus mitos de virilidade regulam o status social entre os homens”, explica.
O preconceito masculino, em geral, se limita a casais formados por dois homens e não necessariamente por duas mulheres – o que está ligado a um estereótipo coletivo ligado a fantasias sexuais. “De maneira interessante, enquanto tendiam a ‘erotizar’ as lésbicas, os homens heterossexuais declaravam profundo desagrado frente a imagens de gays” durante o estudo elaborado pela Unifesp.
A pesquisa de Cristina Lasaitis, comparou as diferenças de grupos formados por 39 voluntários, entre homo e bissexuais, heterossexuais sem preconceito e os que se declararam preconceituosos. A cada um foram apresentadas 40 imagens de casais heterossexuais e homossexuais, e eles tinham que relatar o que sentiam em uma escala que media os níveis de prazer, alerta e dominância. Ainda eram tomadas medidas fisiológicas, como suor das mãos, temperatura e movimento dos músculos faciais. O objetivo era entender como as pessoas reagem emocionalmente frente a imagens de conteúdo sexual.
O que se observou foi que homens heterossexuais se sentiram incomodados ao verem imagens de casais gays, mas tinham prazer ao ver fotos de casais de lésbicas. Já mulheres heterossexuais mostraram desagrado moderado frente a imagens de casais homossexuais, independentemente se fossem de gays ou de lésbicas Por outro lado, voluntários homo e bissexuais apresentaram níveis de prazer altos e semelhantes diante dos três tipos de casais.
Segundo a pesquisadora, a homofobia se mostra muito específica nos homens, enquanto as mulheres costumam apresentar respostas menos negativas. É a “cultura do macho”, como Cristina define. “O perigo é que essa ideologia – a masculinidade – parece só existir na negação obsessiva da feminilidade e da homossexualidade. Criou-se a ideia de que para ser um ‘verdadeiro homem’ é necessário ser homofóbico, sendo parte do seu papel apontar, reprimir, humilhar, ridicularizar e até agredir aqueles que não se enquadram no mesmo perfil”.

Informações: Veja via CPADNews

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