Senadores aderem às redes sociais

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Senadores aderem às redes sociais
Pelo menos 33 senadores têm perfis e páginas no Facebook, rede social com mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo. Já no Twitter – serviço de troca de mensagens por computador ou celular que alcançou 200 milhões de usuários – encontram-se 57 senadores. Os números referem-se aos 81 senadores que integrarão a nova legislatura que se inicia em fevereiro, incluindo os 54 parlamentares que tomam posse no próximo dia 1º.
Os senadores usam as redes sociais como um termômetro imediato da opinião pública e também como forma de se aproximar dos cidadãos. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) acredita que a principal utilidade das redes para os parlamentares é a possibilidade de medir os interesses da sociedade e “sentir” a reação das pessoas as suas atitudes.
Alvaro Dias considera as redes sociais “uma ferramenta indispensável para a prestação de contas e para comunicação com a população”. Para o senador, as redes sociais deveriam crescer no Brasil ainda mais do que vem crescendo.
– É evidente que essas redes vêm ganhando mais, mas não tanto quanto gostaríamos – disse.
Para outro senador que faz uso constante das redes sociais, Demóstenes Torres (DEM-GO), essas são “ferramentas fantásticas” que, bem utilizadas, podem servir para colher sugestões junto à população.
– Eu mesmo já realizei audiências públicas e debates através das redes sociais – conta.
Demóstenes Torres considera fundamental garantir que todos os cidadãos tenham acesso às mídias digitais:
– Hoje em dia, os meios de comunicação não são só os jornais e a televisão. Na internet existem ferramentas importantes que ajudam os parlamentares a se comunicarem diretamente com os eleitores, como observado na última eleição – disse.
Proximidade
Os parlamentares consideram sua presença na rede mundial uma forma de estar mais próximos dos cidadãos. É o caso de Cristovam Buarque (PDT-DF), reeleito para mais um mandato de oito anos representando o Distrito Federal.
– Esses meios de comunicação diferem dos outros pelo fato de que, ao mesmo tempo em que estamos enviando e recebendo mensagens, nós criamos uma nova maneira de interação com os cidadãos, o que para os políticos é muito bom – assinala.
De acordo com Cristovam, em um primeiro momento essa interação causa um pouco de estranheza. As pessoas não estão acostumadas a ter contato com figuras públicas. O senador conta que, no início, as pessoas sempre perguntavam se o perfil no Twitter era verdadeiro. Mas, à medida que a comunicação foi se tornando frequente e as pessoas comprovavam que era realmente o senador Cristovam Buarque do outro lado, passaram a confiar, interagir e divulgar as informações publicadas por ele.
81,3 milhões de brasileiros na internet
Cada vez mais brasileiros estão na internet: hoje, 81,3 milhões de pessoas com mais de 12 anos têm acesso à rede, de acordo com a F/Nazca. O Brasil é o quinto país com o maior número de conexões à internet, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) e conta com 60 milhões de computadores, segundo a Fundação Getúlio Vargas, devendo chegar a 100 milhões em 2012.
O governo federal pretende ampliar o acesso do brasileiro à internet de banda larga e lançou no ano passado o Plano Nacional da Banda Larga (PNBL), cujo objetivo é universalizar até 2014 a internet rápida no país. A presidente Dilma Rousseff considera a presença da internet de alta velocidade por preço acessível em todos os domicílios brasileiros uma das principais metas de seu governo e estuda, inclusive, a redução de alguns impostos que incidem sobre o serviço.
Perfis falsos
Os pontos positivos sobre o uso destas ferramentas não são uma unanimidade entre os parlamentares. O senador Magno Malta (PR-ES) pretende apresentar, na reabertura dos trabalhos legislativos, um projeto de lei que criminalize a criação de perfis falsos ou que prejudiquem a imagem de terceiros.
Vítima de perfis falsos durante a última campanha política, Magno Malta acredita que as pessoas que fazem mau uso da ferramenta devem ser punidas.
– As redes sociais apareceram com o intuito de favorecer a comunicação, mas o que podemos perceber é que alguns criminosos estão se aproveitando do anonimato para atacar outras pessoas e cometer fraudes. Por este motivo eu defendo a criação de mecanismos que ajudem as autoridades a identificar os criminosos virtuais, através do rastreamento do protocolo de identificação dos computadores utilizados para tal fim – explicou.
Magno Malta acredita que somente alterando a legislação o Estado poderá conter esses desvios de conduta.
– Este projeto está em fase de finalização e assim que for apresentado no Senado faremos consultas populares em audiências públicas para que a sociedade e os provedores de internet possam opinar sobre como seria feito este trabalho de monitoramento – informou.
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Com informações da Redação / Agência Senado
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