Justiça nega Habeas Corpus para líderes da Igreja Renascer em Cristo

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Justiça nega Habeas Corpus para líderes da Igreja Renascer em Cristo

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou na sexta-feira (1) um pedido de habeas corpus para suspender a prisão preventiva dos fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandes. Os dois tiveram a prisão decretada por faltar a uma audiência do processo em que são acusados de transformar a Renascer e as dez empresas do grupo numa organização criminosa.

A defesa dos Hernandes enviou atestado médico para o juiz titular da 1ª Vara Criminal, Antonio Paulo Rossi, afirmando que o casal não compareceu à audiência porque Estevam teria um derrame ocular. O juiz considerou a justificativa insuficiente e decretou a prisão preventiva pedida por promotores do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Uma nota de esclarecimento aos fiéis da igreja foi exibida nos canais de TV e emissoras de rádio que pertencem à Rede Gospel, administrada pela Igreja Renascer. Nela, Estevam Hernandes afirma que os problemas de saúde impediram que comparecesse à sessão e que “o quadro apresentado reclamava vários cuidados médicos e assistência pessoal da bispa Sônia”.

Lista de acusações
Os donos da Renascer e seus sócios são acusados de desvio e lavagem do dinheiro arrecadado nos cultos e de praticar uma série de golpes contra os próprios fiéis. Além disso, a Procuradoria do Estado de São Paulo processa as empresas do grupo por falta de pagamento de impostos – a dívida já chega a R$ 7 milhões.

Fiscais da Fazenda Estadual rastrearam oito contas bancárias pelas quais passaram nos últimos dois anos R$ 46 milhões não declarados à Receita Federal. Em 25 anos de existência, a Renascer acumulou 1.500 templos no Brasil e em outros seis países. E está na mira da polícia há três anos.

O advogado de defesa do casal, Luiz Flávio Borges D’Urso, que foi reeleito na quinta-feira (30) presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse ao Jornal Nacional na sexta-feira que o processo corre sob segredo de Justiça. “Nenhuma consideração sobre o mérito da causa ninguém pode fazer. Nem eu, nem o juiz, nem o promotor. Foi decretado segredo de Justiça nesse processo, então, quanto ao mérito, nenhuma consideração pode ser feita por ninguém.”

Além dos Hernandes, a polícia procura pelos irmãos Antonio Carlos Ayres Abbud, Ricardo Abbud e Leonardo Abbud, sócios do casal nas dez empresas investigadas por suspeita de lavagem de dinheiro.

 Com informações da TV Globo  e G1

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