RAQUEL MELLO COMEMORA DISCO DE OURO AO DO PASTOR SILAS MALAFAIA

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RAQUEL MELLO COMEMORA DISCO DE OURO AO DO PASTOR SILAS MALAFAIA

Prestes a completar 21 anos de carreira, Raquel Mello recebeu um presente especial de Deus: o tão sonhado Disco de Ouro, o primeiro de sua trajetória. O prêmio foi conquistado pela vendagem de mais de 52 mil cópias do CD Sinais de Deus, o segundo da cantora pela Central Gospel Music. E foi em meio a esse momento surpresa, durante um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo na Penha ao lado do pastor Silas Malafaia (RJ), que Raquel conversou conosco sobre o seu chamado para o ministério de louvor, sobre família, sobre o terceiro álbum pela gravadora, além dos muitos projetos que planeja colocar em prática.
Central Gospel: O Disco de Ouro tem um sabor especial para você, afinal são quase 21 anos de ministério. O que essa conquista significa?
 Raquel Mello: A concretização de um sonho acalentado durante anos. Eu sabia que havia ganhado, mas não que receberia hoje. É um sonho realizado por Deus, uma promessa que o Senhor cumpre em minha vida, e é um privilégio recebê-lo das mãos do pastor Silas. Foi durante um congresso em Camboriú (SC) que Deus usou o próprio pastor Silas para profetizar que esse CD iria inaugurar uma nova etapa no meu ministério.
CG: Você já está ouvindo canções e escolhendo o repertório para seu próximo CD. O que você pretende com esse novo trabalho?
RM: Minha intenção é sempre a mesma: tocar os corações, ver pessoas se converterem e terem sua vida transformada por intermédio das minhas canções, receber muitos testemunhos, e continuar cantando o que as pessoas gostariam de dizer a Deus.
CG: Quantas músicas você já selecionou para esse álbum?
RM: Tenho muitas músicas, mais até do que o necessário. A escolha do repertório é um momento difícil, e recebi músicas lindas. O CD será composto por 12 faixas, e dez já estão prontas.
CG: Você tem pretensão de incluir uma faixa para crianças. Cantar para o público infantil é um sonho?
RM: Sim, é um sonho. A música já está no meu coração. Será especial. Sou mãe e agora entendo o coração de uma criança. Algumas atitudes do meu filho me despertaram esse interesse.
CG: Foi a partir da maternidade que você sentiu esse interesse?
RM: Não. Fui professora de crianças e tenho um carinho muito especial por elas. A maternidade só acentuou esse sentimento. Nas minhas programações chamo as crianças para cantarem comigo. É lindo. No Kades, grupo vocal do qual participei, cheguei a cantar uma música de minha autoria para crianças, mas a experiência do próximo álbum será a primeira em carreira solo.
CG: O que não pode faltar durante o processo de seleção e produção de um disco?
RM: Não pode faltar intimidade com Deus, para não fugir do propósito que Ele estabeleceu. É preciso ter muita sintonia com o Pai para cantar o que está no Seu coração. Não pode haver estresse; tenho de estar preparada para entregar por meio da minha voz toda a emoção que vivo naquele momento.
CG: Você passou por outras gravadoras e há três anos está na Central Gospel Music. Como tem sido essa parceria? Mudou alguma coisa quanto à sua visão de ministério?
RM: Costumo dizer que a Central Gospel foi um divisor no meu ministério. Passei a ter uma visão diferente do que é uma gravadora. As outras foram bênçãos sim. As portas continuaram abertas para mim, construí bons relacionamentos por onde passei, mas com a Central Gospel existe uma grande afinidade. Passei a amar essa empresa como se fosse uma extensão da família, do meu ministério. Aprendi a manter o relacionamento com cada cantor e com os funcionários. Talvez nas outras gravadoras tenha faltado essa aproximação.
CG: Você sempre expressa gratidão por seu chamado ministerial. Evangelizar é a sua missão?
RM: Fui separada desde o ventre da minha mãe para o ministério de louvor e adoração. Toda vez que estou cantando recordo os feitos de Deus, de onde Ele me tirou, e onde me colocou. Estar na Central Gospel, ao lado do pastor Silas, um homem com uma ampla visão do Reino de Deus, me incentiva a querer voar mais alto. Ninguém me conhecia, e Deus valorizou o meu chamado. É por causa desse chamado que estou aqui. Adorar a Deus cantando me faz feliz porque eu me reporto às minhas origens. É a confirmação de que evangelizar por meio da minha voz é a minha missão.
CG: Sua veia evangelística tem motivado você a levar o louvor e a Palavra de Deus aos presídios. Fale sobre essa experiência.
RM: Tenho de viver o que canto. Se canto sobre o amor, tenho de ir até as pessoas que precisam de amor; se canto sobre milagres, tenho de ir às pessoas que precisam de milagres. Nos hospitais há pessoas totalmente fragilizadas, com enfermidades que, aos olhos humanos, são impossíveis de serem curadas. É tremendo cantar e ver Deus curar alguém. Tive o privilégio de testemunhar essa maravilha. A música tem de chegar a esses lugares. O verdadeiro adorador não foi feito somente para cantar em grandes templos, igrejas lindas, ou para ser aplaudido. Fomos feitos para cantar em prisões, em favelas, e estou disposta a ir aonde Deus me mandar.
CG: Você é bastante solicitada para apresentações. Como é conciliar o ministério com as atribuições de esposa e mãe?
RM: Sou mãe e dou prioridade à minha família. Não atropelo as atividades da minha casa por causa da minha agenda. Felizmente, tenho conseguido conciliar todas essas atribuições, e um fator fundamental para isso é que meu marido, Marco Moreno, trabalha comigo. Não saio de casa e o deixo sozinho; ele está sempre comigo. Levo meu filho quando tenho oportunidade, mas sem sacrificá-lo. Nós reservamos tempo para estar juntos como família.
CG: Há quantos anos você é casada?
RM: Sou casada há 11 anos. Meu filho, Victor, tem quatro anos. Casei com 33 anos, numa fase madura. As pessoas às vezes dizem que foi tarde, mas tenho certeza de que foi no tempo certo.
CG: O que mudou em sua vida com a maternidade?
RM: Passei a entender mais o coração de Deus quando Ele fala que corrige aquele que ama, quando fala de Seu amor incondicional. É tão lindo quando disciplino meu filho e depois de segundos ele vem a mim e diz que me ama. Vejo o amor de Deus assim conosco. Mesmo que nós o entristeçamos e depois nos arrependamos, Ele está sempre de braços abertos para nos receber. Esse sentimento de amor incondicional mudou a minha vida.
CG: Você recebe muitos convites para ministrar em eventos femininos. A que você atribui essa identificação?
RM: Acredito que seja por conta da minha experiência na área sentimental, do que Deus fez na minha vida. Creio também que o meu jeito nordestino deve agradar. Sou muito expansiva, gosto de sorrir, e sou muito natural no que faço. Já passei roupa para fora, fui empregada doméstica. Acredito que isso faz com que as pessoas se identifiquem. Sinto-me feliz quando sou convidada por elas.
CG: Alguma experiência em especial marcou você nesses anos de ministério?
RM: Entre as tantas experiências nesses 21 anos de ministério, uma marcou a minha vida. Estava cantando no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, e de repente um homem engravatado, com uma mala na mão, aproximou-se e disse que havia saído de casa naquele dia com a intenção de suicidar-se. Ele me disse que sua esposa estava hospitalizada há dois anos por causa de uma grave doença. O homem deixou seus dois filhos com uma vizinha e saiu de casa com essa intenção. Mas, ao passar por lá, ele me ouviu falar sobre o amor de Jesus, e entendeu que havia esperança. Disse que queria receber o Senhor, arrependeu-se e entregou sua vida a Cristo. Jamais vou esquecer esse dia.
CG: O que falta no seu ministério?
RM: Falta o meu projeto infantil. Desejo abrir uma instituição de assistência social a crianças e trabalhar com idosos; tenho muito carinho por eles. Há muitos sonhos a serem realizados, e peço a Deus que me dê saúde para concretizá-los.
CG: O que você diz ao jovem que tem o talento musical e deseja seguir no ministério?
RM: Foi Deus quem me deu esse talento. Nasci numa família musical. Meu pai é repentista, minha mãe é musicista, e meus oito irmãos são cantores, mas digo que, além do chamado, é necessário aprimorar-se. Não posso fazer extravagâncias, tenho de cuidar da voz. Por isso, devo evitar comer chocolate e sorvete. Tem de haver cuidados, privações, disciplina. É fundamental cuidar do dom que Deus nos deu.
CG: Resuma para nós o que é viver esse momento.
RM: Vivo a melhor fase da minha vida. Estou descobrindo os propósitos de Deus para mim, descobrindo que vale a pena persistir. Muitas pessoas me perguntam se é difícil gravar, e eu digo que elas não devem pensar somente em gravar um CD, mas considerar se têm um chamado. Se eu não tivesse gravadora, continuaria fazendo o que faço, porque quem me colocou onde estou foi Deus. Então, se Ele me tirar, vou continuar fazendo a Sua obra do mesmo jeito. Hoje, não me preocupo somente em gravar, mas também em manter uma postura íntegra, em dar um bom testemunho, porque as pessoas vão comprar meu CD se elas acreditarem na minha verdade. Minha verdade é Jesus na minha vida. E essa é uma grande responsabilidade. Agradeço a Deus porque sei que estou conseguindo marcar a minha geração.

Fonte: CentralGospelMusic – via Guiame

Assista ao vídeo que rendeu a vitória do Disco de ouro Raquel Mello (Sinais De Deus)


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