O Evangelismo Bíblico

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O Evangelismo Bíblico -Estudo sobre Liturgia Bíblica
O verdadeiro Cristão recém-convertido ama o seu Salvador Jesus Cristo de tal maneira que quer agradá-lO quanto declará-lO aos outros. Aquele que trouxe-lhe a paz, a vida e a esperança é o tema da sua vida. Não muito depois da conversão, este novo Cristão pensa e compadece dos seus ente queridos que não conhecem tal livramento dos temores das trevas. O seu amor por estes provoca-o a fazer o necessário para que estes conhecessem também as bênçãos de serem perdoados, em paz com Deus e que cantassem junto o novo cântico dos remidos.
Mas, logo o novo convertido reconhece uma nova realidade, ou seja, os que ele ama rejeitam a mensagem bendita do Evangelho. Não demora muito e este começa a criticar, não o Salvador, mas a si mesmo. Ele critica a sua capacidade de falar de Cristo de maneira bem-sucedida. Mas facilmente ele não se rende. Ele tenta várias maneiras de persuadir os que intimamente deseja que sejam salvos. Porém, quando estas maneiras falham, não demora muito para ele anunciar uma trégua e pensa que é melhor que os veteranos fazem o que ele não consegue. Ele raciocina dizendo a si mesmo: No final das contas são os pastores, os diáconos, os mais velhos na fé e os missionários que têm mais incumbência de fazer isso.
Todavia, a verdade bíblica diz que o verdadeiro Cristão que é membro de uma igreja neotestamentária tem a mesma responsabilidade do pastor de pregar Cristo a toda criatura. Todos os membros destas igrejas neotestamentárias são comissionados a fazer discípulos de todas as nações e ver que estes sejam encaminhados à manifestação Bíblica da sua fé, o batismo, e venham a ser fieis na aprendizagem de tudo que Cristo ensinou (Mt. 28.19-20; Mc. 16.15).
Mas como ele deve proceder, vendo que não está tendo os resultados desejados? O Evangelista pensa consigo mesmo: “Não é a mensagem que tem de ser mudada (parabéns!), então deve ser o mensageiro que está com defeito”. Este zeloso e verdadeiro Cristão se regozijará em saber que enquanto ele está pregando a Cristo, não é ele nem a mensagem que está com defeito. O problema é outro.
O Problema: O homem não salvo é o problema. Sua mente, seu coração e sua vontade não levam o pecador a entender, desejar ou escolher o que ele precisa para ser salvo.
Sua mente, sua consciência e o seu entendimento estão contaminados (Tt. 1.15, “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados”). Estes andam segundo as vaidades das suas mentes contaminadas e são ignorantes que têm entendimentos entenebrecidos (Ef. 4.17-19). Nascem pecadores e revelam este fato no insistir a não buscarem a Luz do evangelho (Jo 3.19, “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”). Não percebem a Verdade, pois o deus deste mundo cegou os seus entendimentos, “para que a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” não resplandeça neles (II Co. 4.3-4). Por isso a mensagem do evangelho, em toda a sua pureza, poder e glória, é loucura e escândalo para estes (I Co. 1.18-23). Não é o mensageiro, nem a própria mensagem do evangelho que é o problema, e, portanto não deve ficar desanimado o mensageiro, nem mudar a mensagem do evangelho.
O problema na mente do pecador consiste em não poder discernir as coisas espirituais (I Co. 2.14). Mesmo sendo o pecador responsável para arrepender-se e crer em Cristo Jesus, a sua mente entenebrecida não percebe o porquê que se deve arrepender-se e crer (Rm. 8.7-8). Para ele, tudo está bem entre ele e Deus. Ele raciocina: Afinal, eu não matei ninguém, etc. Por que Deus não vai aceitar-me? Sem ter sua mente iluminada, nunca vai poder entender a sua situação verdadeira diante um Deus santo. Verdadeiramente, se não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus (Jo 3.5-8).
Seu coração é parte do problema, pois é enganoso (Jr. 17.9). Isso é um grande obstáculo para o pecador atender a chamada do evangelho ao arrependimento e a fé em Jesus Cristo. Como nos dias de Noé, ainda hoje o coração do homem naturalmente faz a vontade do diabo (Gn. 6.5; Jo 8.44). Se for o coração o problema com a percepção da Verdade, o problema não é do pregador da justiça nem está a falha na pregação da Verdade.
Sua vontade é um problema também. A vontade do homem manifesta o que está no seu coração. Por ter um coração enganoso, a vontade, serva deste coração, escolhe somente a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida (I Jo. 2.16; Mt. 15.18-20; Tt. 3.3). Se pode conhecer uma arvore pelos seus frutos, também se pode conhecer o coração do homem pela sua vontade (Mt. 7.16-18). O pecador não pode escolher o evangelho, mesmo se os termos são explicados de uma forma mais simples, por que o coração, como a sua carne, é contra Deus como inimigo (Rm. 8.5-8).
Somente mudando o teor principal do evangelho, eliminando a necessidade de arrepender-se e de abandonar o pecado, e não exigindo mais a confiança total na substituição de Jesus Cristo pelo pecador, pode o homem natural ouvir com interesse o evangelista traidor. Oferecer religião no lugar do arrependimento, e obras no lugar da graça, pode o pecador interessar no que um “evangelista” tem a dizer. Pelo homem natural ser do pai da mentira (Jo 8.44, “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”), somente mudando o evangelho pela uma falsa mensagem, pode o homem natural a aceitar. Mas, para o evangelista fiel, modificar a mensagem não é opção correta.
A mente entenebrecida, o coração enganoso, e a vontade presa ao desejo deste coração, descrevem o problema atual do pecador. Não é o mensageiro, nem a própria mensagem do evangelho que é o problema, e, portanto não deve ficar desanimado o mensageiro, nem modificar a mensagem do evangelho.
O Deus Poderoso: Jesus, para ensinar que o problema está no homem e não na mensagem ou mensageiro, usou o maior animal da Palestina junto com o menor objeto bem conhecido ao povo. Jesus ensinou que é mais fácil o camelo passar pelo fundo de uma agulha do que o homem natural que depende das suas próprias qualidades para ser salvo (Lc. 18.25, “Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus

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