Marina Silva lamenta troca de acusações entre Serra e Dilma

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A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, lamentou a troca de acusações entre seus adversários Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no debate entre os presidenciáveis, na noite de domingo.

“Não vejo neste episódio lamentável a chance de ganhar votos, eu quero ganhar votos discutindo educação, saúde, saneamento…”, comentou Marina, nesta segunda-feira, ao ser questionada se achava que a briga entre Dilma e Serra no debate lhe renderia votos.

Ao se referir à campanha presidencial, Marina afirmou que não vai deixar que “um debate tão importante seja sequestrado pelo vale tudo eleitoral”.

A candidata defendeu que sejam adotados mecanismos de transparência e controle na Receita Federal similares aos usados nas contas bancárias, cartões de crédito e páginas da rede social na internet para evitar casos como o vazamento de dados sigilosos da Receita de mais de cem pessoas.

“O que acontece quando alguém entra na sua conta bancária, no seu cartão de crédito?  Imediatamente há um sistema que avisa que isso aconteceu. Na Receita é possível fazer isso do mesmo jeito. Se alguém visitou sua página no Orkut, estará lá dizendo. Isso são mecanismos de controle”, declarou, durante visita à ONG Comunidade Lua Nova, no município de Araçoiaba da Serra, a 100 quilômetros da capital paulista.

A ONG atende mães adolescentes vítimas de abuso sexual e que viviam em ambientes ameaçados pelo tráfico de drogas.

“As pessoas aqui fazem um duplo trabalho, com as emoções e a construção da própria vida. É um tijolo na casa e outro nas emoções. São experiências que nós achamos que podem ser transformadas em políticas públicas”, comentou a candidata.

Ela ainda manifestou o desejo de ampliar os recursos da saúde com a expectativa de que seja definida a regulamentação da Emenda 29, em tramitação no Congresso Nacional. Segundo Marina, hoje apenas as prefeituras estão realizando repasses na ordem de 15% dos recursos e, com a regulamentação, a União passaria a repassar 10% e os Estados, 12%.

“O meu compromisso é de que esses recursos sejam, progressivamente, colocados na saúde para que se tenha a valorização das equipes de saúde que atendem às famílias e que hoje atendem 3 mil pessoas por equipe. Nós queremos chegar a 2 mil pessoas por equipe”, afirmou.  
Fonte: eBAND

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