O beijo gay do PSOL gera polêmica

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A cena gay exibida no programa do PSOL recebeu críticas até do responsável pelo primeiro beijo entre homens da TV brasileira “Diretor de beijo gay eleitoral diz que não queria chocar”

Alvo de críticas de diversas lideranças religiosas e de políticos conservadores, o diretor do programa do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), que exibiu um beijo gay entre dois jovens durante o horário eleitoral, afirma que não teve a intenção de causar polêmica ou escandalizar as famílias brasileiras com o filme. Arquiteto e diretor de peças publicitárias do PSOL desde 2008, Pedro Ekman diz que se surpreendeu com o tamanho da polêmica causada pelo filme, mesmo avaliando que a peça geraria reações.
“Apesar da política ainda ser conservadora, nós temos a maior Parada Gay do mundo e já deveríamos estar acostumado com essas cenas”, diz o diretor. “Qualquer um que anda pelas ruas da cidade ou vê telejornal já se deparou com dois homens de mãos dadas ou trocando um beijo”, completa.
Segundo Ekman, a discussão é fruto de uma sociedade ainda conservadora, que se recusa a tratar os temas que já fazem parte dos dia-a-dia do País. O diretor defende que o horário eleitoral represente toda a diversidade social do Brasil e marca posição sobre as reais discussões do cotidiano. “A eleição existe justamente porque não existem consensos totais da sociedade. É justamente uma disputa de projetos e visões de mundo”, argumenta. “O que tem acontecido muito nas campanhas é que as propostas são muito pasteurizadas. Os candidatos ficam discutindo nuances. As propostas de fato não aparecem, porque há divergências muito grandes. Existe um consenso dos marqueiteiros que se você entra em questões muito divergentes, você diminui suas possibilidades eleitorais”, explica o diretor.
O candidato Paulo Búfalo, do PSOL, que autorizou a exibição da peça durante o seu horário eleitoral, diz que as pessoas deveriam se chocar não apenas com as demonstrações de carinho, mas com a violência e o preconceito contra grupos étnicos ou sexuais, diariamente expostas nos telejornais. “Nós avaliamos que as demonstrações de carinho precisam ser mostradas. São manifestações legítimas e mostra que o Estado precisa ter políticas públicas para isso. Esse debate não aparece nas campanhas por conta de um forte conservadorismo vigente”, diz ele. “Não posso querer governar um Estado apenas em virtude dos princípios religiosos ou puramente ideológicos. O Estado precisa ser laico, precisa ser democrático. Precisa combater a homofobia nas suas políticas”, rebate Búfalo.
Assista o filme publicitário do PSOL, que exibe o beijo gay
Diversidade
Pedro Ekman afirma que a intenção do PSOL não foi chocar ou escandalizar, mas mostrar a diversidade, que é o tema central do programa exibido no último dia 18 no horário eleitoral. “No filme aparecem negros, japoneses e ruivas. Mulheres, crianças, gays, gente magra e gorda. A questão homossexual é apenas uma das faces que compõem o filme e o partido”, explica o diretor.
Apesar da proposta da campanha ter sido a de celebrar a diversidade, Ekman assume que a polêmica foi absolutamente calculada pela coordenação do PSOL paulista. “Não é uma peça ingênua. Não foi a intenção central causar polêmica, mas também não foi totalmente despretensiosa. A construção é uma construção honesta. Como o partido é um espaço para a diversidade, isso é pra valer. Não é no meio do caminho. Por isso o PSOL revolveu bancar a exibição do programa”, conta ele.
O diretor também nega que a intenção da campanha tenha sido a de atrair a atenção do público gay, conquistando os votos dessa parcela significativa do eleitorado, que segundo o censo de 2006 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) somam mais de 12,6 milhões no Brasil. Segundo ele, funciona pouco a ideia de que corintiano vota em corintiano, gay vota em gay, branco vota em branco. “Não existe uma transferência automática de votos porque você afirmou uma bandeira que não é só sua. A sociedade já conseguiu se politizar para não ficar numa coisa tão segmentada. Se boa parte desse setor tiver prestado atenção no partido já foi uma grande vitória. Se eles se sentirem identificados com isso já será uma segunda grande vitória”, defende Ekman.
Polêmica
O programa eleitoral do PSOL que exibiu o beijo gay entre dois jovens foi, de longe, o assunto mais comentado nessa primeira semana eleitoral em São Paulo. Apesar do beijo ter menos de cinco segundos, foi suficiente para escandalizar várias pessoas. Conforme o iG já adiantou, a primeira manifestação pública contrária ao filme veio do relator do conselho político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, Lelis Washington Marinhos. Ele defende que o Ministério Público e os partidos adversários entrem com ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), proibindo novas veiculações do programa e punindo o PSOL. O evangélico chama a peça de “deplorável” e “grande provocação à sociedade brasileira”.
No meio político, por exemplo, o candidato à Presidência da República José Maria Eymael, do Partido Social Democrata Cristão (PSDC), chamou a atitude do PSOL de escandalosa. “Foi um mal momento do PSOL. Embora nós respeitemos a opção sexual de cada um, não podemos aceitar uma atitude que fere os valores da família brasileira. O horário político deve ser utilizado para apresentar propostas, não com atitudes que possam constranger a maior parte das famílias”, afirmou.
Por conta da polêmica, a direção da campanha de Paulo Búfalo ainda avalia se produzirá novos programas na mesma linha. O diretor de programas do PSOL diz que, por hora, avalia-se apenas a possibilidade de repetir o filme em algum momento da campanha na tv, que está apenas começando e vai até 30 de setembro.

AD quer proibir propaganda que mostra beijo gay

Conselho político da AD defende que partidos entrem no TRE contra cena apresentada no programa do Psol

Relator do conselho político da Conven
ção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, pastor Lelis Washington Marinhos, está defendendo que os partidos adversários e até mesmo o Ministério Público entrem com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral pedindo a retirada da cena do ar.

Pastor Lelis Washington afirma que para o bem da família, esse tipo de cena deveria ser proibida na televisão, ainda mais em horário eleitoral, que é acessível e estimulado. “O que eles fizeram é uma provocação à sociedade brasileira. É uma situação deplorável, a grande maioria condenaria um ato desse, que antes era considerado atentado ao pudor pela lei”.

Fonte: Ultimo Segundo / com informações CPAD News

1 COMENTÁRIO

  1. http://holofote.net/reaja-sociedade/
    http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/psol-e-o-primeiro-beijo-gay-do-horario-eleitoral/comment-page-1/#comment-77616
    http://br.noticias.yahoo.com/beijo-gay-hor%C3%A1rio-eleitoral-vira-pol%C3%AAmica-joinville-20120905.html
    http://www.sosnoticias.com.br/2012/09/beijo-gay-em-horario-eleitoral-causa-polemica-em-joinville-sc/
    http://www.inaciojr.com.br/veja-video-beijo-gay-em-horario-eleitoral-do-psol-causa-polemica-e-candidato-afirma-que-mantera-propaganda/#comment-5908
    Abominável ou repugnante (não as pessoas que se prestam a “isso”, mas o nojo está é no que estas pessoas fazem). É a mais pura e normal opinião, diante… disso. Acerca do tal “candidato a ajudador da destruição da família” (e NÃO a prefeito). Diga-se de passagem, o tal… “candidato” é pessoa em estado quase terminal de insanidade profunda.
    Poderia, eu, também transcrever (e é o que faço) frase clássica de um grande líder (contemporâneo) australiano (todos que amam suas famílias, devem dizer isto à este tal candidato à destruição e para os que o apoiam): ”Se Deus te ofende, sugiro que considere viver em outra parte do mundo, porque Deus faz parte da nossa cultura”.
    Vale (e muito) deixar à apreciação dos leitores deste TEXTO, os links (cheios de verdades imponderáveis) abaixo:
    http://www.escolabiblicadominical.net/maisebd/homo.html
    http://www.escolabiblicadominical.net/maisebd/humanidade.html

    Eduardo Moraes de Mattos – Coordenador do MOVIMENTO Escola Bíblica Diferente – http://www.escolabiblicadominical.net – A DIFERENÇA está no IR ALÉM, sem conversa fiada.

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