Quando a culpa é do capeta!

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Não costumo culpar o diabo a toa, mas ouvindo Ariovaldo Ramos, concluí algumas coisas. Antes, uma pequena parábola:
“Um vendedor muito bem apessoado, sem dúvida. Mas havia esta inexplicável sensação de desconfiança que se sentia ao estar diante dele. Algo que não combinava com o terno caro e o perfume elegante:

-Tenho algo para você: Um carro excelente, econômico, sem nada para fazer! Inteiro! Com ele você poderá viajar com sua família, as mulheres o olharão com outros olhos, será um homem bem sucedido… basta que faça um pequeno desfalque em sua empresa…

-Poxa… trabalho com meu pai, ele não perdoa este tipo de traição…

-Ele disse isso? – questionou o astuto vendedor – Ele só não que que você seja como ele. Por isso impõe essas regras tolas…

Vendo que podia fazer de tudo na empresa do pai, pensou que uma pequena regrinha, um desfalque não faria mal algum, além de fazê-lo sentir-se diferente. Uma sensação que ele ( e sua família, já que todos compactuaram com a ação nefasta do homem) sentiu. Parecia prazer, mas era o que se sente quando se erra deliberadamente. Tem um gosto fugaz, que se espalha pelo peito, nos adoece e mata. Ele desfalcou, mas o vendedor não quis o dinheiro. Só queria ver a reação previsível do pai.

O estranho desta história era que o rapaz, filho do empresário, tinha em sua garagem um carro melhor do que o oferecido pelo vendedor. Ele podia viajar a hora que quisesse, e embora tivesse uma esposa que o satisfizesse, se quisesse outras, teria, sem precisar do carro…”

Ele já tinha tudo que o maldito vendedor oferecia.
Adão tinha em si a vida eterna. Tinha a imagem e semelhança do Pai, ou seja, já era como Deus. O casal primórdio já sabia a diferença entre o que era bom e o que não era, o que podia e o que não podia.
Mas ser Deus significava ter tudo, pois TUDO foi feito por ELE.
A cobiça louca do homem procurou a necessidade de TER, e as consequências ainda são nefastas.
Por que pessoas resolvidas procuram coisas que já possuem? Por que gente que tem paz se atrai pela guerra? Por que tantos que tem seu “viveram felizes” o abandonam, na procura de um “viveram felizes” pior?
O maldito diabo ainda nos engana com suas ofertas que só são tão atraentes por serem exatamente aquilo que já é nosso, que nos cabe, que já estão – ou estarão – a nossa mesa, em nossos quartos, em nossos bolsos.
Nada melhor que bater a porta na cara deste maldito vendedor. Quem dera aprendêssemos este pequenino e simples dom. Essa seria uma oração que poderíamos sempre fazer. Fazemos?

1 COMENTÁRIO

  1. Que armadilha esse jovem caiu.
    O inimigo é astuto, e utiliza de pessoas de má índole para seus maus propósitos.
    Esse é o problema do ganho fácil, aparentemente parecendo que se é o "esperto".

    Um abraço

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