Marina Silva participa de debate no programa no ‘Roda Viva’

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Marina Silva participa de debate no programa no 'Roda Viva'
Marina Silva participa de debate no programa no ‘Roda Viva’

Marina Silva participa de debate no programa no ‘Roda Viva’

A candidata do Partido Verde (PV) à presidência do Brasil, Marina Silva, que é evangélica, participou do programaRoda Vida“, da “TV Cultura”, na noite desta segunda-feira. Entre outros assuntos, ela falou sobre educação, aborto, Deus, drogas e união de homossexuais. 
Ser oposição ou situação – Não vou fazer o discurso da oposição por oposição. Não trabalho com rótulos. Não estou à direita ou esquerda, mas em frente. Estamos vivendo o mundo dos paradoxos. É possível sermos capazes de ser sempre a favor do Brasil. O Serra é oposição, a Dilma é continuidade e eu quero ser sucessora. Vamos integrar conquistas, mas olhar os problemas. O Lula deu continuidade na política econômica do Fernando Henrique, mas não verbaliza.
Aumento dos aposentados – Eu sancionaria os 7,7% e iria vetar o fator previdenciário. É necessário que o poder aquisito dos aposentados seja recuperado.

Despesas de campanha – Não colocamos o teto (R$ 90 milhões) pequeno, porque temos potencial enorme de mobilizar. Não chegamos nem perto da concorrência. O volume de gastos é grande, mas não queremos ideias faraónicas. Não queremos poucos contribuindo com muito. O critério da doação é da transparência. Não permitiremos qualquer possibilidade de caixa 2. Quem doar vai ser declarado. Não vamos receber da indústria bélica e nem de tabaco.

Congresso – A reforma política não sai do papel. Não deve ser fácil. Fizemos (PV) um opção programática. Ninguém consegue governar sozinho. É preciso ter maioria no Congresso. Temos que ter realinhamento histórico entre PT e PSDB. Eu gostaria muito de estabelecer esse diálogo. Precisamos acabar com os intermediários políticos e ter mediadores. Não tenho problema no diálogo com Serra e Dilma. Eles se colocaram como gerentes do Brasil. O Lula provou que é distribuindo que o país vai crescer e não sendo gerente. Apóio os meus companheiros do PT do Acre. No segundo turno, nós vamos discutir quando chegar. Quando digo que podemos nos encontrar lá é porque vou estar lá. Sei que é uma posição delicada, mas incondicionalmente vou apoiar os companheiros.

Educação – Tem que ser pensada como um direito. O Brasil precisa investir em tecnologia, educação e conhecimento. Tem que investir da educação infantil até a universidade com o foco no ensino fundamental e na profissionalização. Temos que criar centros de excelência e inovação.Temos que preparar os jovens para olharem o mundo em crise.

Deus – Não me coloco como pessoa religiosa. Um dos grandes problemas de Jesus foi como pessoas religiosas. Sou pessoa de fé. Fui católica durante 37 anos, tenho muito respeito, mas sou evangélica. Respeito todas religiões. Não vejo problema ter presidente que faça suas orações. Os cristãos evangélicos, como cidadãos brasileiros, vão votar em quem quiserem. Como denominação, eu não tenho igreja me apoiando. Não vou transformar os púpitos em palanques.

Aborto – Tenho posição contrária e defendo plebiscito para propostas que temos hoje e que não estão previstas em lei. É uma questão complexa. Não é religiosa. Envolve aspectos éticos e morais. Existe o consenso que é a falta de informação.

Drogas – Quero um plebisicito para legalização das drogas e o uso da maconha.

União de homossexuais – Todos os brasileiros são iguais. Existe injustiça quando as pessoas constituem uma vida junta e não pode ter um patrimônio. Sou contrária ao casamento. Não tenho atitude de discriminar. Não vou fazer curva para poder ganhar simpatia. Prefiro mostrar minha posição e as pessoas fazerem suas escolhas. A união civil de bens é justo.

Controle da mídia – O controle social nos meios de comunicação pode parecer censura. Não sei como controlar esse papel sem ferir liberdade de imprensa. Isso não é bom. Tenho posição contrária. Eu não tenho conhecimento com profundidade dessa proposta. Prefiro que democraticamente seja estabelecido meios para evitar abusos e acho que estamos fazendo isso.

Desenvolvimento sustentável – No Brasil, o desafio é como em todos os países do mundo. Não temos um modelo. Se compararmos nossa economia, aqui nós reunimos as melhores possibilidades. Se continuar sujando nossa matriz energética com carvão não vamos alcançar nossos objetivos. É o investimento que vai desde os instrumentos econômicos até o investimento em tecnologia e informação. Ele não é uma categoria abstrata.

Apagão de energia – Tivemos ameaça de apagão durante todo o tempo do governo Lula. A Agência de Energia está dando contribuição. O PAC não é um programa, mas uma junção de obras. Boa parte dos recursos hídricos estão na Amazônia, mas pouco é aproveitado.

Irã e Cuba – O diálogo com o Irã não pode ser condenado. Não se pode fazer crítica linear à Revolução Cubana.

Banco Central – Defendo autonomia do BC, mas não é necessário institucionalizar. É a permanência do modelo atual. Vou qualificar a questão do controle da meta da inflação. Pode continuar com o câmbio flutuante.

Confira entrevista concedida à Veja:

Com informações do GalileO

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