Das bocas de fumo para o trabalho árduo na igreja

1
Das bocas de fumo para o trabalho árduo na igreja
Das bocas de fumo para o trabalho árduo na igreja

Das bocas de fumo para o trabalho árduo na igreja-“Ajudar na construção da casa de Deus é um privilégio. Graças a Ele, desde que retornei à igreja, há duas semanas, não esmoreci na luta contra o vício. Na verdade, nem senti vontade de usar drogas”, diz o ex-traficante Rodrigo Gomes de Oliveira, de 24 anos, duas semanas depois de decidir largar o tráfico do Morro da Pedreira, em Costa Barros, e se entregar à polícia. Desde então, ele retornou à igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, onde atualmente mora e trabalha como eletricista.

A rotina do rapaz na igreja é dura: acorda às 6h40m para tomar café da manhã. Às 7h, começa o trabalho na obra de ampliação do templo, em São João de Meriti. O almoço é ao meio-dia. Logo depois, há uma oração. À tarde, o trabalho vai das 13h às 17h.

— Coordeno o trabalho dos 15 irmãos que participam da obra. É mais do que minha obrigação ajudar na construção da igreja. Além de ser a casa do Senhor, foram os irmãos daqui que custearam meu curso de eletricista e me deram abrigo. Serei eternamente grato.
Indiciado por tráfico e associação
Das 19h às 22h, há um culto na igreja, seguido pelo jantar. À meia-noite, a última oração do dia, antes de dormir. Aos domingos, ele vai à escola bíblica de manhã e, à tarde, joga futebol e toma banho de piscina na fazenda mantida pela igreja, em Tinguá, Nova Iguaçu.

Quando se entregou à polícia, Rodrigo carregava um saco com drogas que vendia no Morro da Pedreira. Apesar de ter se apresentado espontaneamente, ele foi indiciado por tráfico e associação para o tráfico, devido à grande quantidade de entorpercentes que levava. A pena máxima para os crimes chega a 20 anos de prisão. Mesmo assim, o rapaz faz planos para o futuro.

— O que mais quero agora e me fortalecer espiritualmente para vencer a droga para sempre. Também pretendo fazer um curso técnico em eletrotécnica e depois, quem sabe, uma faculdade de engenharia — contou.

Conhecido por seu trabalho com ex-traficantes e ex-presidiários, o pastor Marcos Pereira é só elogios:

— Esse rapaz é trabalhador. Merece uma chance.
Memória: Rapaz se apresentou na DP
No último dia 8, Rodrigo decidiu abandonar o tráfico no Morro da Pedreira, em Costa Barros, onde morava. Carregando um saco com as drogas que deveria vender, ele pegou uma Kombi de lotada e saltou na 39ª DP (Pavuna). Na delegacia, entregou o saco, com 170 trouxinhas de maconha, 24 sacolés de cocaína, 57 pedras de crack e nove comprimidos de ecstasy. Apesar de ter confessado seu envolvimento com o tráfico e da grande quantidade de entorpecentes que carregava, Rodrigo foi liberado após prestar depoimento, porque não houve flagrante. Assim que chegou à delegacia, o rapaz pediu aos policiais para telefonarem para o pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, levá-lo de volta à igreja.

Fonte: Extra

1 COMENTÁRIO

  1. Todo mundo tem direito a uma segunda chance.
    Esse rapaz é muito corajoso de se entregar a polícia, saber que vai ser condenado e ainda perseguido pelos ex colegas de tráfico.
    Mudança de vida, mudança de atitude. Parabéns ao pastor e irmãos que o acolheram.

Deixe uma resposta