A Tipologia do Crente Contemporâneo

0

Encontramos neste texto três homens que tipificam o crente de nossos dias.
Podemos nos identificar com um deles ou a manifestação deles em nossa personalidade. Analisemos:

  • O primeiro representa aquele que necessita ser encorajado para continuar a caminhada cristã, conhecido como o “crente carrinho de mão”.

  • O segundo representa o crente precipitado e ambicioso a espreita de prestígio e honra no Reino de Deus. Manifesta-se como fidelíssimo e companheiro da liderança da Igreja, porém tolo, sorrateiro e perigoso.

  • O terceiro representa o crente intimo do Senhor, dotado de sensibilidade espiritual e sábio agindo sob à direção do Espírito Santo e quando profetiza se cumpre as suas palavras.

O primeiro personagem chamava-se Naamã, que na minha ótica era um homem humilde e manso de coração que ouviu a esposa, a respeito do que a menina lhe dissera a respeito do profeta que vivia em Israel e poderia curá-lo. (II Rs 5:3,4).

Fez o que era correto, levou uma carta de apresentação assinada pelo seu líder ao rei de Israel, para que esse o recebera em seu país numa missão de paz e restabelecimento da saúde.

Oh! Que belo exemplo temos nesse episódio, o genuíno cristão somente deve apartar-se de sua congregação levando em mãos uma carta de recomendação. Conforme está escrito no livro de II Coríntios 3:1 “Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós”?

Tudo estava indo muito bem no trajeto da Síria até Israel, quando de repente uma inesperada alteração de humor fez com que Naamã ficasse indignado, irado e com questionamento com a ordem enviada pelo profeta Eliseu.

Nesse momento precisou ser estimulado para não desistir de seu propósito, ser liberto de sua enfermidade. O próprio filho foi usado por Deus para animá-lo e fazê-lo considerar que a ordem dada pelo profeta era muito simples de ser cumprida.

“E assim o general mudou de idéia e submeteu-se a ordem do profeta, mergulhando no rio Jordão sete vezes e ficando sarado” (v.13)

Quantas vezes nós agimos com esse modelo de comportamento. Enquanto não somos admoestados, está tudo bem! Mas quando as circunstâncias não saem da maneira como queremos é fácil murmurarmos, ficarmos abatidos e desanimados. Como nos leciona o Apóstolo Paulo: II Coríntios 4:8-9 “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos”.

Não temos o alcance de percebermos que tudo o que nos acontece está sob o propósito de Deus, somente mais tarde entenderemos o seu plano.

O segundo personagem que analisaremos, chamava-se Geasi, moço de Eliseu (v.20).
Podemos dizer que era um discípulo, testemunha ocular dos milagres e maravilhas que o Senhor operava através da instrumentalidade do profeta.

O rapaz presenciou a gratidão que Naamã manifestou ao ser liberto de sua enfermidade e queria presentear Eliseu (v.15), porém para o seu desapontamento, o profeta não recebeu as honras (v.16). Para que o general siro entendesse que o milagre foi operado por Deus e não por um homem.

Geazi ouvindo tudo o que acontecia, ficou aborrecido com a atitude de seu líder, resolvendo dar um jeitinho nessa situação.

Foi ao encontro do General em companhia de dois homens, mentindo que eram os filhos de Eliseu, da montanha de Efraim e rogando que lhe dessem um talento de prata e duas mudas de vestidos para os jovens (v.22). Ao retornarem, o safado de Geasi despediu os moços e foi para casa sorrateiramente.

Nem imaginava o que iria acontecer!
Ah! Quantas vezes agimos com a impulsividade deste homem e a conseqüência é desastrosa, porque não medimos as conseqüências de nossos atos e depois choramos lágrimas amargas.

Ao chegar à presença do profeta, Eliseu revelou o que fizera e amaldiçoou o moço e a sua descendência com a lepra que pertencia a Naamã.

Hanseníase era uma doença que não tinha cura e as pessoas teriam que ficar separadas do convívio social.

Espiritualmente a lepra simboliza o pecado que nos deforma, degenera e afasta do convívio com Deus.

O nome de Naamã foi citado no Novo Testamento, sendo o único que nos dias do profeta Eliseu fora purificado. (Lucas 4: 27)

Graças ao eterno amor do Pai que enviou o seu amado filho Jesus Cristo para nos libertar da lepra do pecado. “Se Confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9)

O Profeta Eliseu foi o modelo perfeito registrado no livro de II Reis, para nos espelharmos.

Moderação é a sua característica principal. Ele não teve pretensão em agradar um grande general da Síria. O atendeu de maneira discreta e objetiva e ao encontrar-se com Naamã, demonstrou sensatez em não aceitar os presentes do chefe do exército do rei da Síria.

Esse tipo de personalidade agrada ao Senhor (Sl 37:5). Em todo o tempo sejamos mansos como as pombas e prudentes como as serpentes (Mateus 10:16).

Nossa vida deve ser um livro aberto que não precisa de censura, sem páginas riscadas, que os anjos não poderiam ler. Este ensino de Jesus é deveras impressionante. Ele usa a serpente para nos ilustrar a prudência. Observe que este animal, dificilmente se deixa apanhar numa armadilha.
Rejeitemos os tipos de personalidade de Naamã e Geazi e desejemos o exemplo equilibrado, ponderado e sensato de Eliseu, um homem que viveu em sua época sob a unção e dependência do Senhor. 

ESTUDO BIBLICO DE TEOLOGIA

1 COMENTÁRIO

Deixe uma resposta