OS AVESTRUZES DENTRO DA IGREJA

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OS AVESTRUZES DENTRO DA IGREJA
OS AVESTRUZES DENTRO DA IGREJA

OS AVESTRUZES DENTRO DA IGREJA

O AVESTRUZ é uma ave não voadora, originária da África, que leva o nome científico Struthio camelus. É a única espécie viva da família Struthionidae, e do gênero, Struthio. Pertence à ordem das Struthioniformes – aves não voadoras. A AVESTRUZ é considerada a maior espécie viva das aves e seu nome científico vem do grego para “camelo pardo”.

Dizem que para se esconder dos perigos de seus captores, o AVESTRUZ enterra a cabeça na areia e assim, sem ver a ameaça, se acha imune a ela, mesmo tendo o seu enorme e desengonçado corpo totalmente exposto. Só lembrando, é mito…
Nos dias de hoje, no meio religioso, percebemos muitos AVESTRUZES enterrando não só a cabeça, mas até o pescoço, e não é mito, é realidade, como forma de tentar se esconder de tudo. Igrejas e denominações, crentes e líderes que optam por enfiar a cabeça em um buraco qualquer do comodismo, da comodidade e da fragilidade religiosa e não crescer, pessoas que, diante dos desafios e das tempestades, fecham os olhos na esperança que os problemas passem sobre eles e eles saiam ilesos. Como os ONZE COVARDES no barco, que ficaram observando Pedro avançar mar adentro, mesmo tendo pouca fé, os AVESTRUZES religiosos estão pouco se importando com os destinos e com os perigos que rondam a igreja de Cristo neste século.
Quantas igrejas e crentes, olhando somente para o escuro do buraco, não percebem as oportunidades que podem surgir durante as crises e com isso, deixam de conquistar e de crescer, oferecendo sempre os mesmos produtos e serviços pirateados ou desgastados que as tornaram conhecidas no mercado da fé? Muitos, ao enterrarem a cabeça, enterram sonhos e projetos que um dia deram certos, mas que pelas tempestades da vida, naufragaram levando consigo resultados que hoje, com todas as novidades, jamais conseguirão conquistar. Não inovam, acreditando que a situação atual do mercado da fé vai garantir-lhes a sobrevivência. Mas, o mercado não caminha nessa toada. Igrejas de renome, detentoras de marcas consolidadas como os pentecostais, que demoraram um pouco mais para perceber a necessidade de mudança e adequação aos novos tempos, sucumbiram, ou às duras penas se reestruturaram após prejuízos espirituais que enfrentaram. Mesmo assim, ao mudarem, ao tentarem tirar a cabeça do buraco, acabaram enfiando-a em OUTRAS BRECHAS ainda mais perigosas como a política.
A maioria de nossas denominações, de nossas igrejas, de nossos líderes e dos crentes, estão enterrando literalmente a cabeça para os problemas éticos, morais e espirituais, todos estão se esforçando para não se envolverem com estas coisas, e na mediocridade do evangelho que pregam levam a vida como o AVESTRUZ. Muitos fizeram da religião um instrumento de enriquecimento e de construção de impérios, e como imperialistas dominam os seus súditos com ferro e fogo. Não é permitido rebeldia, em hipótese alguma…
A entrada no segmento da fé de concorrentes como as que vendem a “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”, causaram divisões e muitos fiéis que vivem de negociar com Deus, migraram para estas novas linhas de religião. Não é difícil imaginar o resultado da entrada desses novos concorrentes, uma denominação que dominava o mercado da fé, com uma marca consolidada, é obrigada a assistir uma diminuição drástica em sua participação, acompanhada por uma queda vertiginosa de seus fiéis. Tradicionalismo, reconhecimento mundial e solidez não garantiram posição de conforto ou reserva de mercado.
Mas não somente denominações passam por esses momentos, muitos crentes perderam e continuam perdendo grandes chances por terem medo dos desafios, do inesperado. Por não querer lidar com os problemas e adversidades, diante de qualquer situação conflituosa, correm para ENFIAR A CABEÇA em um buraco e esperam que o “VENDAVAL” se acalme. Mal se lembram que a tempestade da imoralidade, da falta de ética, da enganação, da mentira são contínuos e perenes, jamais deixarão de existir.
Há ainda aqueles que vivem constantemente olhando para si mesmos, com a cabeça enfiada em algum buraco, não se relacionando com outras pessoas, com medo de se apresentar ao mercado com um TESTEMUNHO sincero e real, de fazer parte e interagir com o sistema. Eles esquecem que o crescimento pessoal e espiritual advém das relações com Deus e com a sociedade.
Quantos Pastores, Bispos, Evangelistas, Missionários e Apóstolos desapareceram ou foram destronados pela tecnologia e quantos ficaram sem colocação no meio religioso por terem sido avestruzes, com suas cabeças enfiadas na terra, achando que assim os desafios passariam e tudo voltaria ao normal? Com essa atitude não se desenvolveram, não criaram condições de espiritualidade e, portanto, não conseguiram permanecer no disputado mercado religioso.
Uma denominação, uma igreja, um líder ou um cristão que queiram se desenvolver, adquirir novas competências e lutar pela sustentabilidade do Evangelho não pode simplesmente se esconder dos problemas ou de novos desafios, sendo resistente às mudanças. Se diante dos problemas enfiarmos a cabeça em um buraco, corremos o risco de não achar soluções e sermos açoitados sempre pelo mesmo vento, nos tornando especialistas na resolução dos mesmos conflitos e, assim, não saímos do lugar.
O mercado religioso não precisa de AVESTRUZES e sim de visionários, de sonhadores, de líderes que enxergam novas oportunidades, mesmo em tempos de crise, e partem para a luta. Pessoas que não desistem no primeiro tropeço, mas continuam correndo atrás de seus sonhos. O maior deles, conduzir pessoas aos pés da cruz de Cristo. Aliás, deveria ser o único, as demais coisas nos seriam acrescentadas se trabalhássemos na busca de concretizarmos apenas este belo sonho.
Ainda que a tempestade pareça muito forte, tire a cabeça do buraco e enfrente-a. Enfrentando-a, aprenda com ela. O BURACO não é a solução, mas pode ser o fim de todos os sonhos…
“Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para não se atirem a ti” – Salmos 32:9.
Carlos Roberto Martins de Souza

1 COMENTÁRIO

  1. ' E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei. '

    ( Ezequiel 22:30 )

    Deus procura homens e mulheres com disposição e coragem para se porem na "brecha", embora ainda haja os "evestruzes" cremos que cada dia mais o Senhor levantará homens corajosos, com amo rincondicional às vidas.

    Graça e paz!

  2. Paz!

    A propostas do Evangelho não é formar avestruzes, que vivem se escondendo da vida. Ao contrário, o Evangelho propõe pessoas transformadas, preparadas para os percalços da vida, com disposição para enfrentar qualquer situação ao lado de seu Deus.

    Abs,
    Vinicius Morais
    —-
    Visite: Refletindo a Graça
    http://refletindoagraca.blogspot.com/

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