DEUS NÃO É SURDO

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DEUS NÃO É SURDO
DEUS NÃO É SURDO

DEUS NÃO É SURDO – Um dia desses, voltando do trabalho, vi uma faixa, daquelas de pano, em uma das esquinas da cidade, com os seguintes dizeres em caixa altos, e em letras vermelhas: “OREM MAIS BAIXO! – DEUS NÃO É SURDO!”. E, abaixo, em letras menores e azuis: “Moradores da rua tal…”, e escreveram o nome da rua.

Para efeitos éticos, não vamos citar tantos detalhes, exceto que, naquele local, funcionava uma instituição que se intitulava “Igreja tal…” – eu nunca tinha ouvido falar – e que, nas madrugadas, sua calçada era lugar de mulheres fazendo “programa”, um ponto de prostituição. Lembro-me bem da época da faculdade, quando tínhamos plantões noturnos, vez por outra chegava alguém ferido ou machucado por briga com os que ofereciam seu “trabalho” no “ponto” ou vítimas de agressão por insultarem as prostitutas, os travestis ou um outro que aproveitava a ocasião para roubar e assaltar. Aquele lugar exportava gente para as delegacias e para os hospitais.

Mas repare bem que a faixa não fazia nenhuma alusão ao meretrício, ou sequer aos muitos assaltos ali praticados. O mais evidente para os moradores da região era o alto nível dos decibéis produzidos pelos “crentes”, que foram chamados “crentes da rua tal” – imagine o nome da rua aqui – nas discussões das aulas de psiquiatria na faculdade de Medicina. A gritaria era tanta, que os alunos foram investigar – como atividade extracurricular das disciplinas onde se estuda a medicina social e o comportamento humano – o que acontecia de tão extraordinário naquelas paragens.

O que atrapalhava o sono da vizinhança, não eram os gritos de pessoas bêbadas, nem os gritos do pessoal do ponto, nem os insultos dos que passavam de carro e gritavam “gostosaaaa…!”, debochando das mulheres seminuas. Não eram os gritos de socorro de alguém que comprava os serviços da esquina e, por não querer pagar, acabava sendo violentamente agredido. Não era o som das viaturas fazendo inúmeras batidas coibindo a atividade, buscando bocas de fumo ou prendendo desordeiros. Para surpresa de todos, os moradores sentiam-se violentados pela “gritaria”, pelo som confuso que emanava das reuniões não na calçada ou na esquina, mas dentro do prédio, no “salão”, no “auditório” onde acontecia o “espetáculo” da fé. Eles descreviam como “gritos assustadores”, ou “gemidos de desespero”. Isso lhes tirava o sono. Isso, sim os incomodava; mais que a “zona”!

O Som que vem do Céu

A bíblia descreve a oração comunitária, os momentos de celebração e fala até em gemidos inefáveis. Podemos participar de grupos de oração do movimento carismático onde todas as manifestações do Espírito (veja em I cor 13…), são vistas pelos que ali oram, onde curas e milagres acontecem, onde vidas são transformadas e o Senhor age intensamente sobre o seu povo reunido. É algo parecido com o “Pentecostes”(Cf. Atos 2), percebo. Nessas reuniões – e eu já participei delas durante anos na Renovação Carismática – em círculos de oração hoje (isso é comum) e em programações que apresentamos nas igrejas pentecostais. Há, sim, um aumento do volume da voz. Há uma certa exaltação no modo de falar, de pregar, de orar, de agradecer e de se derramar diante de Deus. Há uma música mais vibrante, mais adornada de palmas porque há uma alegria tremenda em louvar a Deus pois o Seu Espírito traz esta inspiração e é por Ele que adoramos a Deus.

O som dos cânticos de adoração devem – porque assim o são por definição – trazer um alento não só aos ouvidos, mas ao coração e à alma de quem o escuta. Não é à toa que é a música um excelente meio de evangelismo! E evangelizar não é nada mais que apresentar de forma clara, viva e transformadora a ação de Jesus na vida de alguém. Evangelizar não é “cuspir” palavras escritas que não causam nenhum efeito, mas transmitir com UNÇÃO e PODER a Boa Nova que é Jesus Cristo. Evangelizar não é falar do passado dos primeiros anos D.C(época dos primeiros cristãos e do nascimento das Igreja),mas falar EM Jesus e muito mais do que isso: permitir que ELE mesmo fale por nós (Cf. Marcos 13:11) através do Espírito Santo. Evangelizar não é jogar na cara de ninguém seus pecados e sua forma de viver, mas trazer a pessoa para Jesus, ensinando com modos carinhosos que há um caminho para a verdadeira felicidade: Deus em nós. Será que alguém se converte sendo acusado, tendo sua vida exposta e julgada? Com certeza, não!
Os primeiros evangelistas, apóstolos e discípulos eram treinados, isto é, formados e preparados para esse fim. Não era pela sua eloqüência, nem pelo seu largo conhecimento científico. Cada um era chamado – isso se denomina vocação – para propagar o evangelho a toda a criatura, com autoridade, com verdade e não com violência. Entenda aqui o contexto: violência não meramente física, mas violência moral.
Vejamos quando Jesus chamou Mateus (Cf. Mateus 9:9) na coletoria. “Segue-me“. A vida de Mateus não era nenhum modelo de ética, de moral e de zelo pelo seu povo. Pelo contrário… Então, existe aí um ensino valioso para nós: Jesus não escolhe – pois ainda o faz hoje – as pessoas pelo que elas fazem ou por seus talentos e conhecimentos científicos. Tampouco pelo que possuem no banco ou pela mansão onde moram. Jesus chama a todos, mas escolhe poucos (cf. Mateus 20:16). O critério de seleção parece desprezar todas as coisas mundanas e centrar na disponibilidade do coração de cada um que é vocacionado, ou seja, que é chamado. Eu e você somos chamados a isso!

O Senhor quer, dois mil anos depois, que eu, você, nossos amigos, conhecidos, desconhecidos, todos, ouçamos a Sua doce voz e que respondamos “aqui estou, Senhor…”. Esse chamado é para mim e para você também. É para aquelas pessoas que freqüentavam aquela esquina – e tantas outras das grandes cidades -, é para os que estavam dentro do templo – que incomodavam a vizinhança com suas orações em voz tão alta – e é para a vizinhança que não conseguia dormir… … mas que não conseguia também ser evangelizada pelas pregações exaltadas, pelos sermões dramáticos e pelas orações que lembravam mais um lugar de lamentações do que um lugar de Graça; Aquela congregação não evangelizava a sua vizinhança, olhe só… não era exemplo, nem referência… Mas era uma pedra no sapato, um aperto no “calo de estimação” dos moradores da “rua tal”, um peso nas vidas de muita gente.

A Ética

Prega a palavra, insista oportuna e inoportunamente…

Vamos entender isso. Jesus nos fala no imperativo: IDE, PREGAI, ANUNCIAI… Ele não diz GRITAI, INFERNIZAI, MALTRATAI, INCOMODAI…

O incomodo do Espírito Santo vem de dentro para fora e não de fora para dentro(como é o caso do barulho). Quando Paulo(cf. II Timóteo 4:2 prega a palavra, inste, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a paciência e doutrina…) não significa, PERTURBE, TIRE O JUÍZO de qualquer pessoa, seja hora ou não, seja de madrugada ou não. Muito menos diz: JULGUE e EXPONHA a vida pessoal dos outros, mas CORRIJA, REPREENDA, MOSTRE A VERDADE com TODA A PACIÊNCIA e DENTRO daquilo que É DADO POR DEUS(a doutrina). Ele não fala segundo a doutrina do pastor tal ou do ministério tal. Mas segundo a doutrina do SENHOR e o Senhor de quem estamos falando aqui é o único Senhor, é DEUS.
Paulo está, no momento que escreveu a Timóteo, prestes a ser sentenciado.

“Paulo não se apavora, ao contrário, tem uma última recomendação a fazer a Timóteo: a de continuar a difundir a mensagem de Deus, aconteça o que acontecer e, infelizmente, não obstante a indiferença e a hostilidade dos homens.”(ALEXANDER, 1986 p.1430).

Devemos também perceber que Timóteo era um jovem colaborador de Paulo. Paulo estava na prisão; Timóteo enfrentava problemas no ministério como a distorção da fé apostólica, as diferentes classes dentro da igreja – que muitas vezes não de entendiam – os falsos mestres, o culto que era desordenado, a falta de prudência da liderança local…

Paulo, aqui, instrui Timóteo, não a ser mal educado ou imprudente, mas a ter PRUDÊNCIA e PACIÊNCIA na tarefa para a qual foi designado diante da URGÊNCIA de pregar o Evangelho. “Em tempo” e “Fora de tempo” significa que, as condições, mesmo que desfavoráveis, não devem atrapalhar sua tarefa. A urgência em pregar o evangelho deve ser a mesma, quer as condições sejam favoráveis ou não. Muita gente hoje em dia, confunde isso com “empurrar” goela a dentro o evangelho nas pessoas. Não é assim. O Evangelho não é algo que se engula como se fosse um remédio ruim e amargo, que tenha que “descer” rasgando o esôfago e causando mal-estar momentâneo. O Evangelho é um TESOURO confiado a quem o recebeu e que deve ser anunciado com coragem, urgência, fé e paciência. Como tesouro que é, o evangelho não pode ser “jogado” por aí, mas anunciado com amor, com entusiasmo, com inspiração e com o discernimento necessário para que são se torne, aos olhos dos que ouvem a nossa pregação, algo repugnante ou, simplesmente, um conjunto de normas e uma moral difíceis de serem vividas. O evangelho é vida. É necessário, portanto, para cada um de nós:

Notas da Bíblia de Estudos Plenitude:

  • Uma consciência limpa perante Deus e o homem
  • Um estudo responsável da Bíblia e uma vida de oração e de intimidade com Deus para que nos tornemos “intérpretes sensíveis da Escritura”.
  • Reconhecer que haverá oposições. Mas elas não devem ser obstáculos ou motivo de desânimo para nós na tarefa de evangelizar. Por isso, não nos frustremos com a oposição.
  • Sermos incansavelmente fiéis naquilo que Deus nos ordenou a fazer.
  • Exercitarmos fielmente os dons carismáticos que nos foram comunicados. Devemos também nos disciplinar continuamente a empregar esses dons na ousadia e no amor.
  • Devemos ser fortes na graça e nos entregar profundamente ao poder de Jesus Cristo que quer realizar o Seu objetivo através de nós.
  • Buscar os frutos do Espírito e não sucumbir aos desejos carnais.
  • Reverenciar sempre a Palavra do Senhor, reconhecendo a sua fonte divina de inspiração.

Religiosidade

É necessário evitar os jargões ou a religiosidade que são enganosos. Religiosidade não é sinônimo de conversão ou de devoção. Religiosidade é costume, são rituais, são comportamentos adaptados e forjados quase sempre para causar medo nas pessoas ou impressionar os outros. Religiosidade não é fé madura, portanto!

Discussões Teológicas

As pessoas com sabedoria espiritual possuem percepção espiritual e um sábio sistema de valores. Percebem que qualquer discórdia teológica é improdutiva e recusam-se a envolver-se nelas. Aprendem, portanto, a persuadir os outros gentilmente, reconhecem a tendência humana de evitar as exigências da verdade e a ouvir apenas o que se quer escutar ou o que é conveniente. Portanto, preguemos a Palavra insistentemente. Isso significa, usemos os dons que Deus nos deu, a criatividade, o modo gentil e caridoso de chegar àquelas pessoas que não compreendem o Evangelho ou não o aceitam. Estejamos preparados a qualquer momento. Proclamemos o Evangelho e dediquemo-nos à instrução das pessoas que não conhecem a Jesus ou que não O aceitam.

Diligentemente

Pregue o evangelho com ousadia, sem temor! Deus não nos deu um espírito de medo, mas o Espírito Santo

…Deixarão de ouvir a verdade para darem atenção às lendas. (II Tim 4:1-5)

Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que julgará todos os seres humanos, tanto os que estiverem vivos como os que estiverem mortos, eu ordeno a você, com toda a firmeza, o seguinte: Por causa da vinda de Cristo e do seu Reino, 2 pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não. Procure convencer, repreenda, anime e ensine com toda a paciência. 3 Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir. 4 Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade para darem atenção às lendas.5 Mas você, seja moderado em todas as situações. Suporte o sofrimento, faça o trabalho de um pregador do evangelho e cumpra bem o seu dever de servo de Deus.

Conclusão:

A Igreja precisa de mais Timóteos que estejam determinados a proteger o Evangelho como um depósito sagrado confiado a eles, e que sejam fiéis ao proclamá-lo, que estejam prontos para sofrer por Ele e que o transmitam a seguidores fiéis. A gente precisa assimilar o que foi dito agora. Vamos nos empenhar também
… É preciso ter em mente que a perfeição de Deus é total. Podemos até dizer algo que pode parecer engraçado, pegando carona nesse pensamento: a perfeição de Deus é perfeita, até no Seu sistema auditivo; Ele não é surdo! Não só nos olha e nos vê, mas nos ouve e nos escuta muito bem. Por tanto, não precisamos gritar…

Escrito por: Musse Jereissati
Fonte: MINISTÉRIO ÁGUA VIVA 

 

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Sim Deus é Surdo e só ajuda quem ele quer.
    Não adianta pedir quanto menos orar, pois Deus não esta escutando nada.
    Não me venham com essa que Na palavra esta escrito que não isso que quero saber.
    Eu precisei de uma benção, mesmo sendo humilde aceitando e relatando os erros e pedindo perdão.
    O que eu recebi? Aquela benção especial que pedi tanto.
    Um Belo de um Foda-se, fica para depois.
    Cansei da hipocrisia, por isso sai da igreja.
    Homens de Deus Não existem

  2. O engraçado é que pra alguns,ele é surdo né,mas pra outros parece que ele é paralítico,porque tem que ser carregado a imagem(exodo 20-4,isaias44)nas ruas em prossissões.
    O meu Deus está vivo. Aleluia!!!!!

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